A edição 2026 da Lista Forbes de Bilionários Brasileiros traz o André Esteves na quarta posição entre os mais ricos do país. Com 58 anos, o banqueiro acumula hoje uma fortuna de R$ 66,1 bilhões, valor 29,6% maior do que os R$ 51 bilhões registrados no levantamento do ano passado.
André Esteves é casado, tem três filhos e deve grande parte de seu patrimônio à participação acionária que mantém no BTG Pactual, banco no qual figura como o maior acionista individual. Essa fatia no capital da instituição ganhou valor com a alta de 33% registrada pelas units do banco no período de 12 meses até 30 de junho.
Formação em Universidade pública
Esteves tinha 21 anos quando entrou no Banco Pactual, em 1989. Na época, cursava matemática e ciência da computação na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde concluiu a graduação antes de assumir qualquer cargo de peso na empresa.
Analista de sistemas foi a primeira função que exerceu no banco, área diretamente ligada ao que estudava na faculdade. Quatro anos depois, ele já havia se tornado sócio da instituição, segundo o perfil publicado pelo próprio BTG Pactual. O texto também lista sua especialização em computação e o bacharelado em matemática pela UFRJ.
Do Pactual ao BTG atual
Em 2006, o Pactual foi comprado pelo UBS por US$ 3,1 bilhões. Dois anos depois, Esteves se uniu a antigos sócios para fundar o que viria a se tornar o BTG. O banco que hoje existe com o nome BTG Pactual surgiu em 2009, quando o grupo recomprou a operação do UBS Pactual. A instituição estreou na bolsa brasileira em 2012, com uma oferta que captou R$ 3,2 bilhões, segundo o histórico divulgado pela própria empresa.
Lucro recorde sustenta a fortuna
A posição de Esteves no topo do ranking nacional foi reforçada pelo desempenho financeiro do banco em 2025. O BTG Pactual fechou o ano com lucro líquido ajustado de R$ 15,9 bilhões, alta de 34,7% sobre o período anterior. O resultado fortaleceu o valor das ações que compõem a maior parte do patrimônio do banqueiro.
Mesmo com a soma considerável, Esteves segue atrás de Eduardo Saverin, de Vicky Safra e família e de Jorge Paulo Lemann e família na lista nacional. Ainda assim, sua riqueza supera em mais de sete vezes o piso de R$ 9,07 bilhões que separa os dez brasileiros mais ricos do país em 2026.
Além do mercado financeiro
A carreira de Esteves não se resume ao setor bancário. Ele é sócio-fundador do Instituto de Tecnologia e Liderança, faculdade sem fins lucrativos dedicada à formação em tecnologia, computação, negócios e liderança. A instituição se relaciona com sua própria formação acadêmica em ciências exatas.
Esteves também participou dos conselhos de instituições como B3 e Febraban e do Conselho Latino-Americano da Harvard Business School. Seu percurso reúne uma formação técnica em instituição pública e uma carreira no topo do mercado financeiro.
Foi em 2005, com 37 anos, que Esteves apareceu pela primeira vez entre os bilionários do ranking. De lá para cá, nunca mais saiu da lista, consolidando-se como um dos nomes mais estáveis entre os super-ricos do país.
Quando a fortuna não cresce junto com o mercado
A riqueza de Esteves costuma acompanhar o desempenho do BTG, mas também está sujeita a movimentos macroeconômicos que afetam toda a indústria financeira. Em períodos de crise econômica, retração do crédito ou queda na atividade dos mercados de capitais, o banco tem lucros menores e suas ações se desvalorizam.
Decisões políticas e econômicas que reduzem a demanda por serviços de investment banking ou wealth management também prejudicam os ganhos do BTG e, consequentemente, a fortuna pessoal de seu principal acionista.










