Quem escolhe um SUV novo enfrenta uma decisão cada vez mais complexa entre modelos flex, híbridos tradicionais, híbridos plug-in e elétricos. Além das preferências pessoais, a distância percorrida e o tipo de viagem também pesam. O custo por quilômetro rodado varia entre essas tecnologias e pode pesar no bolso ao longo dos meses.
As informações dos SUVs mais vendidos de cada categoria com base em dados de consumo do Inmetro e nos preços médios nacionais de combustíveis indicam um custo médio de R$ 6,3, para gaoslina, etanol a R$ 4,64 e eletricidade a R$ 0,80 em casa ou R$ 2 na rua.
A comparação mostra qual opção custa menos na prática e como o custo muda conforme o combustível ou a forma de recarga.
Combustão flex versus híbrido: os SUV tradicionais
O VW T-Cross 1.0, modelo flex mais vendido, custa entre R$ 0,45 e R$ 0,55 por quilômetro na estrada, conforme o combustível escolhido. Na cidade, o custo sobe para R$ 0,52 com gasolina e R$ 0,55 com etanol. Quem roda muito em vias urbanas gasta mais porque o motor a combustão consome mais em baixa velocidade.
O Toyota Corolla Cross híbrido reduz esse custo, e com etanol, ele custa R$ 0,40 por quilômetro na cidade, uma economia de R$ 0,15 em comparação com o T-Cross. Na estrada, porém, o híbrido perde eficiência com etanol (R$ 0,47) e fica mais caro que o flex com gasolina.
Com gasolina, o Corolla Cross chega a R$ 0,38 por quilômetro na cidade e a R$ 0,45 na estrada. É a opção mais econômica entre os modelos de propulsão tradicional.
Híbrido plug-in: o meio do caminho elétrico
O BYD Song Pro oferece uma alternativa entre as duas tecnologias. Quando é carregado em casa antes da viagem, o custo cai para R$ 0,24 por quilômetro, tanto na cidade quanto na estrada. É praticamente metade do que gasta um SUV flex comum. O custo sobe para R$ 0,59 por quilômetro quando o motorista depende de carregadores públicos, mais do que o de qualquer outro SUV da comparação.
Se a bateria acaba e o motorista passa a usar apenas gasolina, sem recarga, o custo volta a R$ 0,43 por quilômetro na cidade e sobe para R$ 0,53 na estrada. Acima até do T-Cross flex na mesma condição, valores que não compensam frente aos híbridos puros.
A vantagem real do plug-in só aparece para quem tem rotina previsível e consegue carregar em casa regularmente.
Elétricos puros: campeões de economia
Os carros elétricos têm os menores custos da comparação. O BYD Yuan Pro, SUV elétrico mais econômico entre os modelos testados, custa R$ 0,15 por quilômetro na cidade e R$ 0,16 na estrada quando carregado em casa.
Mesmo com recarga em eletropostos públicos, o custo sobe para R$ 0,36 na cidade e R$ 0,40 na estrada. Ainda assim, fica abaixo do de qualquer SUV flex ou híbrido tradicional. O BYD Dolphin Mini, um hatch elétrico, estabelece o recorde absoluto de economia: R$ 0,11 por quilômetro com recarga em casa.
Esse custo é semelhante ao do híbrido tradicional usando gasolina. Mesmo em estações públicas, o valor fica em R$ 0,27 na cidade e R$ 0,30 na estrada. Para quem roda bastante, portanto, a escolha do elétrico também envolve o custo, além da questão ambiental.
A realidade do dia a dia
A escolha entre essas tecnologias também depende da rotina do motorista. Um SUV flex que custa R$ 0,52 por quilômetro continua atrativo para quem viaja muito pela região e prefere autonomia total, sem depender de pontos de recarga. O híbrido tradicional se destaca para quem quer o menor custo mantendo a segurança de um motor a combustão.
Já o plug-in funciona bem para motoristas urbanos com garagem em casa. O elétrico puro vence todos em economia, desde que a infraestrutura de recarga acompanhe o crescimento da frota.










