O vencedor do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que ocorre ainda em 2026, assumirá a Presidência em 5 de janeiro de 2027. Será a primeira posse presidencial sob a regra criada pela Emenda Constitucional 111, de 2021, que mudou o calendário de transição de poder no país.
Até o ciclo anterior, quem vencia a eleição presidencial assumia no dia 1º de janeiro, deixando um intervalo curto entre a virada do calendário e a troca de governo.
A Emenda ampliou esse intervalo e deu mais dias para a equipe de transição organizar ministérios e definir prioridades antes do início oficial do mandato.
O que muda no calendário de posse
O atual mandato presidencial, iniciado por Lula em 2023, segue regido pela norma anterior, mas se estende até a posse do sucessor. Com isso, o período de governo ganha cinco dias. Essa sobreposição é um efeito direto da transição entre as duas regras constitucionais.
Já os governadores escolhidos neste ano tomam posse em 6 de janeiro de 2027, um dia depois do presidente. Deputados federais e senadores eleitos mantêm cronograma próprio: seus mandatos começam em 1º de fevereiro, sem alteração pela Emenda.
Etapas que antecedem a posse
Antes de qualquer autoridade assumir o cargo, a Justiça Eleitoral cumpre um rito formal de proclamação e diplomação dos candidatos vencedores. Esses procedimentos confirmam oficialmente o resultado das urnas e autorizam os eleitos a exercer as funções públicas.
Hoje (25), dia da votação, o país decide quem vai conduzir o Executivo a partir de janeiro de 2027, já sob o novo formato de transição previsto pela Emenda Constitucional 111.
Por que o desempenho em debate influencia de forma diferente eleitores indecisos e convictos
Quem já decidiu o voto tende a manter a escolha mesmo diante de erros do candidato. Já quem ainda está em dúvida pesa mais os equívocos, porque usa o debate como ferramenta de decisão final e analisa com atenção especial as falhas e o comportamento dos candidatos.
Quando um candidato comete um erro considerado grave — como confundir nomes de vítimas ou fazer piadas sobre deficiência —, o eleitor indeciso vê isso como um sinal sobre empatia e preparo. Esse julgamento pode definir seu voto.










