O Pantanal do Mato Grosso do Sul abriga os maiores representantes de nove espécies animais que se tornaram estrelas dos safáris fotográficos da região. Ao contrário dos famosos Big 5 africanos — leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo —, a planície pantaneira tem seus próprios gigantes: onça-pintada, tamanduá-bandeira, cervo-de-pantanal, anta, capivara, ema, ariranha, sucuri-amarela e tuiuiú.
Por ser a maior planície alagável do mundo, o Pantanal reúne condições para abrigar espécies de tamanho extraordinário. Esses animais vivem livres e protegidos em seu habitat natural, o que permite aos visitantes observar a fauna sem os riscos da caça predatória presente em outros continentes.
Com isso, ressaltaremos 3 animais que se destacam com as características citadas e como se enquadram no Pantanal.
Onça-pintada: o felino supremo das Américas
Maior felino do continente americano e terceiro maior do mundo, a onça-pintada alcança entre 1,10 e 1,58 metros de comprimento e cerca de 70 centímetros de altura. Machos adultos podem pesar de 61 a 158 quilogramas e vivem aproximadamente 12 anos na natureza.
Cerca de 13 mil onças habitam o Pantanal, mas a espécie consta da Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, elaborada pelo ICMBio. Seu papel no ecossistema é manter o equilíbrio das populações de suas presas e evitar desequilíbrios que poderiam comprometer toda a cadeia alimentar local.
Tamanduá-bandeira: o formigueiro gigante
O tamanduá-bandeira é o maior de todos os tamanduás e recebe esse nome por causa da cauda imponente, semelhante a uma bandeira. A cauda mede entre 65 e 90 centímetros, enquanto o corpo tem de 1,00 a 1,40 metro de comprimento e cerca de 60 centímetros de altura.
Um macho adulto pesa entre 35 e 45 quilogramas e pode viver até 16 anos na natureza. O animal consome até 30 mil formigas por dia, e quando ameaçado, apoia-se nas patas traseiras, abre os braços para exibir as garras afiadas e espera a investida do predador.
O abraço do tamanduá-bandeira é poderoso o suficiente para matar uma onça-pintada, que o evita por causa da substância tóxica presente em sua carne.
Cervo-de-pantanal: o cervídeo das águas
Maior espécie de cervídeo da América do Sul, o cervo-de-pantanal destaca-se pela adaptação aos ambientes alagados. Suas patas alongadas possuem membranas entre os cascos que distribuem o peso do animal, o que facilita a corrida e o deslocamento sobre águas com até meio metro de profundidade.
O animal alcança de 1,15 a 1,30 metro de altura e cerca de 1,90 metro de comprimento, com peso entre 100 e 150 quilogramas na fase adulta. Apenas os machos possuem chifres, com uma haste de até 60 centímetros de comprimento e entre 8 e 12 pontas no total.
Ele pode ser avistado especialmente no final da tarde, durante os safáris fotográficos pelo Pantanal Sul.
Outros gigantes pantaneiros ameaçados
A anta, a capivara, a ema, a ariranha e a sucuri completam a lista dos maiores representantes de suas espécies nas Américas ou no mundo. A ariranha pode medir até 1,80 metro de comprimento, e já o cervo-de-pantanal pode pesar até 130 quilos e ultrapassar os 2 metros de comprimento.
Esses cinco animais também enfrentam ameaça de extinção e recebem proteção nas fazendas pantaneiras. Cada um contribui de forma singular para o equilíbrio ecológico da região e pode ser observado em seu habitat natural no Pantanal.










