O técnico Fernando Diniz foi demitido do Corinthians na noite da última quarta-feira, 7, e a rescisão custou caro ao clube: a multa prevista no contrato do treinador equivalia a três meses do salário integral do técnico, entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões.
O pacote salarial de Diniz e de toda a sua comissão técnica girava em torno de R$ 1,5 milhão por mês. O vínculo estava previsto para durar até dezembro de 2026, quando terminaria naturalmente.
Quanto custou a demissão
A rescisão antecipada ativou a cláusula de indenização do contrato, que previa o pagamento de três meses completos de remuneração pelo rompimento. Com o custo mensal de R$ 1,5 milhão, a conta ficou entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões, a depender de como os valores foram ajustados na rescisão final.
Esse tipo de cláusula é comum em contratos de treinadores de alto escalão, funcionando como proteção ao profissional caso o clube rompa o Vínculo de forma unilateral. No caso de Diniz, a cláusula foi acionada após uma sequência de sete derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, incluindo o revés por 2 a 1 para o Internacional, na 29ª rodada, que selou sua saída.
O que mudou para o Corinthians
Com a demissão de Diniz confirmada, o clube iniciou a busca por um novo técnico. Ramón Díaz, que já havia comandado o Corinthians em 60 partidas anteriormente, com 31 vitórias, 16 empates e 13 derrotas, era considerado um dos nomes em análise. O objetivo era definir o novo comandante antes do clássico contra o Palmeiras, marcado para o domingo seguinte.
Diniz deixou o cargo após 33 jogos à frente do time paulista, com 13 vitórias, 8 empates e 12 derrotas. A passagem pelo clube começou com expectativas altas para a Conmebol Libertadores, mas foi marcada pela queda de desempenho nas competições domésticas.










