Depois de anos trabalhando com tecnologia na IBM, um italiano resolveu abandonar a vida profissional para morar sozinho em meio às montanhas, em uma cabana situada nos Alpes Réticos, no norte da Itália, próxima à cidade de Sondrio. Oreste Forno, de 73 anos, deixou para trás o ambiente corporativo e hoje depende de uma lareira para se aquecer, de uma nascente para se abastecer de água e de uma pequena placa solar para gerar energia.
A escolha dele rompeu com décadas de rotina urbana ligada à informática. Mesmo abrindo mão das facilidades que tinha antes, ele garante que não sente saudades do corre-corre urbano que marcava seu cotidiano.
Da informática para o isolamento nas montanhas
Ainda jovem, na adolescência, Oreste teve o primeiro contato com aquela região e se apaixonou pela paisagem alpina, o que despertou nele um gosto que duraria décadas. Com o tempo, o interesse pelo alpinismo o aproximou cada vez mais daquele cenário, que acabou se tornando seu lar. Ali, computadores e escritórios deram lugar a uma rotina ditada pelo clima e pelos recursos da natureza.
Em depoimento ao canal do YouTube “The Pillow”, que documenta estilos de vida fora do padrão convencional, Oreste Forno afirmou que o tédio não faz parte de sua rotina nas montanhas e arriscou dizer que, caso o paraíso fosse parecido com aquele lugar, as pessoas se esforçariam ao máximo para conquistá-lo.
Estrutura simples e contato direto com animais
A cabana é modesta, mas atende às necessidades básicas, e a lareira ocupa o centro da casa: aquece o ambiente e serve para preparar as refeições. A água vem diretamente de uma nascente próxima. A eletricidade, por sua vez, depende parcialmente da pequena placa solar instalada na propriedade.
O isolamento também mudou a relação do morador com os animais da região. Ele acredita que os bichos se acostumaram com sua presença constante. Forno também contou que tem a sensação de que os animais o reconhecem e, por isso, o aceitam como parte daquele ambiente. A convivência com a paisagem e o clima passou a ocupar o espaço antes preenchido pela correria da cidade. Nos Alpes, ele diz ter encontrado sua própria versão de paraíso.










