
A negativa de um proprietário em vender um terreno em Santa Catarina obrigou a Havan a repensar os planos de expansão da rede. Foi assim que a companhia acabou se fixando às margens da BR-101, em Barra Velha, no Litoral Norte catarinense, endereço do que a varejista descreve como o maior Centro de Distribuição de toda a América Latina.
Tudo começou em 2009, quando o primeiro Centro de Distribuição da companhia, com apenas 5 mil m², já não conseguia acompanhar o ritmo de abertura de novas lojas.
Naquele momento, um espaço de 30 mil m² chegou a ser visto como suficiente para resolver o problema. Mas o proprietário optou por não vender, o que fez a busca migrar para fora de Brusque, cidade onde fica a matriz da Havan.
Um terreno maior mudou a rota da expansão
Em Barra Velha, Luciano Hang encontrou uma área de 300 mil m² e decidiu apostar em uma escala maior que a planejada inicialmente. Uma década depois, o terreno já alcançava 1,2 milhão de m², acompanhando a expansão da rede pelo país.
Em 2012, o complexo ganhou um salto tecnológico com a chegada dos transelevadores, equipamentos que automatizaram boa parte do armazenamento e da movimentação de mercadorias. Desde então, o galpão opera em regime de 24 horas para receber, guardar, separar e despachar produtos destinados às lojas espalhadas pelo Brasil.
Novo investimento amplia a estrutura
No complexo catarinense, a Havan aplica R$ 250 milhões em uma nova construção que vai somar cerca de 50 mil m² à área já existente, elevando o Centro de Distribuição a aproximadamente 250 mil m² construídos.
Com cerca de 35 metros de altura e capacidade para mais de 40 mil posições de pallets, a estrutura automatizada vai consumir mais de 2 mil toneladas de aço em sua construção, reforçando a logística que abastece as lojas da rede.
Mais empregos com o fim das obras
O crescimento físico do centro deve se refletir também no quadro de funcionários. A expectativa é que o número de colaboradores no complexo salte de 2,5 mil para 3,5 mil pessoas assim que as obras da nova estrutura forem concluídas.
O episódio do terreno recusado em 2009 foi o ponto de partida para um dos maiores investimentos logísticos da varejista catarinense. Hoje, o complexo está concentrado em Barra Velha e é projetado para crescer ainda mais até 2027.










