O empresário Jason Lee Beckwith, dos Estados Unidos, desembolsou cerca de R$ 1,7 milhão para se tornar dono de Salto de Castro, povoado espanhol que está deserto desde o ano de 1989. Ele planeja restaurar as 44 casas do local, além da igreja, da escola, do bar, da piscina e do antigo quartel da Guarda Civil, dando origem a um complexo turístico com hospedagem, restaurante e espaços de lazer.
Para que o local possa funcionar, será preciso concluir um amplo processo de reforma e conseguir as licenças exigidas pelas autoridades. O empresário enfrenta o desafio de transformar uma comunidade abandonada por décadas.
Como surgiu e por que foi abandonada
Salto de Castro foi fundada em 1946 para abrigar trabalhadores da construção de uma barragem e suas famílias. Funcionou por décadas como uma pequena comunidade autossuficiente, com escola, comércio, igreja, espaços de convivência e uma instalação da Guarda Civil, até o fim das obras.
Em 1989, quando os últimos trabalhadores partiram, a cidade foi esvaziada. Ao longo das décadas seguintes, as construções sofreram com abandono e vandalismo, embora uma boa parte da estrutura original tenha permanecido intacta.
O projeto de revitalização
Beckwith descobriu a vila enquanto buscava oportunidades no setor de hospedagem e decidiu recuperá-la como destino turístico. Na etapa inicial, a meta é deixar pronto o prédio principal, já com os primeiros quartos disponíveis, somados a restaurante, recepção e áreas comuns.
A igreja receberá uma nova função: sediará casamentos e concertos. Os planos futuros incluem expandir as operações, ativar outras construções e oferecer aluguéis de longo prazo para quem quiser morar na vila de forma permanente.
Vila já teve outro projeto de turismo
A ideia de transformar Salto de Castro em destino turístico não é nova. No início dos anos 2000, uma família comprou a propriedade com planos semelhantes, mas a crise financeira de 2008 interrompeu o projeto antes que avançasse. Agora, Beckwith tenta retomar o projeto.
Os desafios financeiros e ambientais
O empresário estima que a recuperação completa exigirá entre US$ 4 milhões e US$ 7 milhões — valor bem superior à previsão anterior dos antigos proprietários, que calculavam aproximadamente US$ 2 milhões. Essa diferença reflete a magnitude do trabalho necessário para revitalizar uma comunidade inteira.
Há ainda um obstáculo ambiental a superar, já que a vila está localizada em uma área protegida, o Parque Natural Arribes del Duero. Para viabilizar o empreendimento, ele busca investidores privados e também pretende acessar recursos públicos destinados à revitalização de áreas rurais.










