O Grupo Vilarejo, que possui décadas de presença no ramo hoteleiro do Rio de Janeiro, investirá R$ 90 milhões na compra e na reforma de um hotel existente no interior de São Paulo para transformá-lo em resort. O projeto marca o início da expansão regional do grupo.
A primeira unidade fora do Rio será inaugurada em 2027, a cerca de 1h30 da capital paulista. O modelo que consolidou o sucesso do grupo reúne propriedades com cerca de 150 quartos, atrações concentradas na própria unidade. E espaços para diferentes públicos: crianças em parques e piscinas; adultos em áreas de silêncio e descanso.
Em 2029, o grupo participará de um segundo empreendimento em Porto Feliz, também no interior paulista, construído do zero.
Plano de expansão para o Sudeste
As duas propriedades originais ganharam reconhecimento na indústria, e o Hotel Fazenda Vilarejo. Em Conservatória, e o Vilarejo Praia Resort, em Rio das Ostras, registraram receita conjunta de R$ 47,1 milhões em 2025, ante R$ 46,1 milhões em 2024, uma alta de 2,1%.
A empresa ficou na 140ª posição do ranking Negócios em Expansão 2026, que acompanha empresas brasileiras em crescimento.
Uma trajetória de quatro décadas
A história começou em 1982, em Conservatória, no Sul Fluminense. A primeira pousada tinha 14 quartos, e o casal cuidava pessoalmente da operação: João da gestão e da cozinha; Lili da recepção e da rotina dos quartos. Outros membros da família cuidavam de tarefas como a recepção e o bar da piscina. O hotel cresceu para 28 apartamentos, número necessário para receber os passageiros de um ônibus de turismo.
A segunda geração ampliou o portfólio em outras áreas. A filha dos fundadores trabalhou 26 anos no hotel e, depois, mudou-se para a Região dos Lagos, onde abriu uma loja de tintas. O negócio deu origem à Vilarejo Acabamentos, criada em 1996, uma rede de pisos, revestimentos, louças e materiais para construção.
O grupo passou a atuar também no varejo, em centros comerciais, na produção de cachaça e laticínios e no comércio eletrônico. Ao todo, emprega mais de 800 pessoas no Rio de Janeiro.
A escolha por São Paulo
A estratégia segue a lógica que consolidou o modelo nos dois resorts fluminenses: unidades menores, eficientes na operação, com toda a experiência do hóspede concentrada na propriedade.
Ao contrário de complexos com centenas de apartamentos, o grupo aposta em propriedades que permitem maior controle da qualidade. O modelo mantém contato direto entre equipe e hóspedes e atende diferentes integrantes de uma família no mesmo resort.










