Um garçom de 54 anos foi indenizado em £ 7.185 depois de ser demitido de um restaurante indiano por pedir que o gerente falasse com ele com educação. O caso aconteceu no restaurante Mr Singh’s India Gate, em Dunblane, na Escócia, e chegou a um tribunal trabalhista local.
Asif Abbas trabalhava no restaurante havia anos quando o episódio ocorreu durante o expediente. O gerente o repreendeu por levar pratos sujos à cozinha, procedimento comum no local. Incomodado com o tom da cobrança, o funcionário respondeu que faria o que fosse pedido, desde que fosse tratado com respeito.
O gerente então mandou o garçom ir embora. Como não sabia se estava sendo demitido, o trabalhador disse ter se sentido humilhado com a forma como tudo aconteceu.
O que aconteceu depois da discussão
Mesmo sem saber se havia sido demitido, o funcionário continuou trabalhando e só deixou o restaurante horas depois, ao fim do próprio turno. Quando o viu ainda no local, o gerente perguntou por que ele continuava ali e reforçou que seu trabalho tinha acabado.
Como não tinha contrato de trabalho por escrito, o profissional procurou orientação sobre seus direitos após ser dispensado sem aviso prévio. Descobriu então que a forma como havia sido desligado violava normas trabalhistas em vigor na região.
A cobrança pelos direitos trabalhistas
O profissional enviou ao restaurante uma carta formal em que pedia os documentos da rescisão e o pagamento dos valores devidos. A correspondência foi entregue e assinada no estabelecimento, mas o proprietário afirmou depois que nunca havia lido o conteúdo.
Como a empresa não respondeu, o caso foi levado ao tribunal trabalhista escocês. No processo, o restaurante apresentou outra versão: alegou que o profissional havia abandonado o emprego depois de uma discussão, e não que tivesse sido dispensado.
A decisão da justiça escocesa
O gerente disse que esperava o retorno do funcionário no turno seguinte e que, diante da ausência dele, presumiu que havia deixado o emprego por vontade própria. Essa versão, porém, não convenceu o juiz responsável pelo julgamento.
A sentença concluiu que as próprias frases do gerente deixavam claro que ele pretendia encerrar o vínculo, sem apresentar qualquer justificativa legal para a dispensa. Para o magistrado, um observador neutro concluiria, com base nas mesmas palavras, que houve demissão.
A Justiça determinou o pagamento de £ 7.185 pela demissão considerada injusta. O valor incluía a falta de aviso prévio e as férias que ainda não tinham sido pagas ao trabalhador.










