O número de integrantes com menos de 40 anos na Forbes 400, ranking que reúne os americanos mais ricos, mais que dobrou em um ano: eram quatro e agora são dez. Para fazer parte do ranking neste ano, é preciso ter ao menos US$ 4,4 bilhões de fortuna, valor mínimo mais alto já exigido para entrar na lista.
Sete desses nomes chegaram ao ranking por meio de empresas ligadas à corrida pela inteligência artificial. Entre essas empresas está a Anthropic, criada em 2021 por um grupo de sete profissionais que deixaram a OpenAI. Boa parte das vagas mais jovens do ranking é preenchida justamente por quem ajudou a criar a companhia.
Os fundadores da Anthropic no topo
Tom Brown, de 39 anos, Daniela Amodei, também com 39, Jack Clark, de 37, e Sam McCandlish, de 36, aparecem empatados na 75ª posição da Forbes 400. Eles ajudaram a criar o modelo de inteligência artificial Claude. A empresa está avaliada em US$ 96,5 bilhões, após uma rodada de financiamento de US$ 6,5 bilhões concluída em maio.
No começo deste ano, os sete cofundadores da companhia assumiram o compromisso de destinar 80% de suas fortunas a doações futuras. A decisão reforça um padrão que se repete entre os nomes mais jovens do ranking: riqueza recente convertida rapidamente em promessas filantrópicas.
Outros nomes na lista dos mais jovens
Vlad Tenev, de 39 anos, cofundador do aplicativo de negociação Robinhood, também integra o grupo dos dez mais jovens da lista em 2026. Ele é um dos poucos que já apareciam no ranking no ano anterior e permaneceram entre os mais novos.
Edwin Chen, de 38 anos, fundador da Surge AI, empresa de treinamento de inteligência artificial, e Lukas Walton, também com 39 anos, herdeiro da fortuna do Walmart, completam o grupo. Walton é o único dos dez que não construiu a própria riqueza. Ainda assim, soma US$ 44,4 bilhões, o maior patrimônio entre os mais jovens da lista.
Universidades por trás das fortunas
Boa parte dos dez bilionários mais jovens passou por instituições de ponta antes de chegar ao topo do setor. Tom Brown estudou ciência da computação e ciência cognitiva no MIT. Edwin Chen também estudou no instituto, além de ter se dedicado à linguística.
Daniela Amodei se formou na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, enquanto Sam McCandlish concluiu doutorado em física teórica na Universidade Stanford. Companhias nascidas há poucos anos, como a própria Anthropic e a Cognition, já alcançam avaliações que superam empresas tradicionais consolidadas há décadas.
Disputa judicial elevou fortuna na Openai
Greg Brockman, de 37 anos, presidente e cofundador da OpenAI, é o novo integrante mais rico da Forbes 400. A fortuna dele veio à luz durante um julgamento em maio, no contexto da disputa judicial da companhia contra Elon Musk. Na ocasião, Brockman admitiu sob juramento que sua participação na empresa vale mais de US$ 20 bilhões.
A OpenAI foi avaliada em US$ 852 bilhões em março. A companhia protocolou de forma confidencial um pedido de abertura de capital nos Estados Unidos, e a Anthropic também fez o mesmo neste ano. Os movimentos indicam que essa nova geração de bilionários da inteligência artificial pode em breve testar o mercado tradicional de ações.
Os mais jovens da nova geração
Palmer Luckey, de 33 anos, fundador da Anduril, é o segundo integrante mais jovem da lista. Em maio, a fabricante de drones autônomos captou US$ 5 bilhões junto a fundos de capital de risco, o que elevou o valor de mercado da empresa para US$ 61 bilhões.
Com apenas 30 anos, Steven Hao, que ocupa o cargo de diretor de tecnologia e é um dos fundadores da Cognition, aparece como o nome mais jovem de toda a Forbes 400, com fortuna estimada em US$ 5,8 bilhões.
A Cognition, criadora do software de engenharia de inteligência artificial Devin, anunciou em setembro uma rodada privada de US$ 2 bilhões. E alcançou avaliação de US$ 48 bilhões em menos de três anos de existência. O ritmo de crescimento dessas empresas explica por que a inteligência artificial se tornou o principal caminho para a riqueza entre os mais jovens do país.
Walton segue como o único herdeiro do grupo, e os demais nomes mostram como o mercado de inteligência artificial passou a produzir bilionários em velocidade recorde. A próxima etapa da disputa deve ganhar forma conforme OpenAI e Anthropic avancem em seus planos de abertura de capital.










