Um casamento pode resistir a quase tudo, menos à disputa diária por espaço com um bichano rancoroso. Foi o que aconteceu com o jornalista britânico Rob Crossan, que se viu forçado a conviver com o gato da esposa após iniciar um relacionamento com Emma cinco anos atrás. E hoje descreve a convivência como uma guerra silenciosa travada todos os dias.
Em relato publicado no jornal Daily Mail, Crossan conta que carrega no corpo as marcas físicas dessa relação: arranhões no braço e um curativo no dedo, resultado de mais um confronto com o felino batizado de Satan. Segundo o autor, o animal só quer duas coisas na vida: comida e a própria morte dele.
1. A resistência do animal à chegada de um novo homem em casa
Crossan explica que o bichano pertence à esposa, Emma, e que a rejeição começou muito antes do casamento, ainda no início do namoro, há cinco anos. O animal não tinha o nome Satan à época — Emma o chamava de Cookie até perceber que ele “cresceu” para esse novo nome através de seus hábitos demoníacos, incluindo andar de lado, cuspir e se jogar contra superfícies durasr. Ele afirma que tentou conquistar o animal com carinho, oferecendo salmão enlatado e até uma fita de presente logo nos primeiros encontros com a companheira.
A resposta não foi a esperada, e o gato se escondeu em cima da geladeira. Bufou sempre que havia contato visual e, ao ser convencido a descer, devorou o salmão só para vomitar em seguida no tapete. Depois empurrou o laço para debaixo do sofá, como quem descarta um presente indesejado. Desde então, arranhar e cuspir nele virou hábito recorrente do felino, segundo o relato.
2. A lealdade inabalável da esposa ao próprio gato
Enquanto o autor via a relação desandar, a parceira nunca deixou de defender o companheiro de quatro patas. Ela recomendou que ele parasse de insistir tanto em agradar o animal, deixando claro que aquele carinho felino tinha limites definidos por ele mesmo, conforme informou Crossan.
Enfermeira de terapia intensiva em um hospital movimentado de Londres, Emma associa o comportamento do gato à própria rotina exaustiva de plantões de 12 horas. Para ela, o bichano demonstra sensibilidade nos momentos mais difíceis do trabalho, o que reforça o vínculo entre os dois e torna praticamente impossível qualquer tentativa de reaproximação, explicou ao Daily Mail.
Nada, segundo Crossan, foi capaz de amenizar essa rejeição: nem calmantes, nem catnip, nem leite, nem brinquedos surtiram efeito sobre o temperamento do animal. Cinco anos após o início do relacionamento, Rob reconhece que nenhum homem deveria tentar separar uma mulher de seu animal de estimação.
Ele chegou a sonhar com um ultimato em que Emma o escolheria em detrimento do gato, mas abandonou essa esperança. Conforme informou ao Daily Mail, o jornalista descobriu uma consolação inesperada: a presença de Satan funciona como um contrapeso útil, tornando seu próprio comportamento parecer mais razoável por comparação. “Na nossa casa, quase não importa como eu me comporto — sempre haverá um macho residente cujo comportamento é muito mais irracional do que o meu”, refletiu.










