Uma das principais marcas de roupa da moda brasileira, a Dress To surgiu de forma caseira. Hoje a empresa possui quase mil funcionários e 62 lojas espalhadas pelo Brasil, além de uma rede que já supera 300 pontos de venda distribuídos por 38 estados dos Estados Unidos.
Em 2025, a receita da companhia somou R$ 300 milhões, dos quais cerca de 8% vieram da operação americana. Até 2030, a empresa pretende faturar US$ 30 milhões no país, apostando nas estampas e referências brasileiras para conquistar consumidores fora do Brasil.
Tudo isso começou com o casal Rodrigo Braga e Tathi Amorim, em Niterói, no Rio de Janeiro.
De hobby para primeira loja
Tathi Amorim ingressou no mercado de trabalho ainda aos 14 anos, atuando em lojas de roupas, e mais tarde cursou moda na primeira turma da Universidade Cândido Mendes. Período em que começou a confeccionar peças para vender às amigas.
Quando os dois se conheceram, Rodrigo viu potencial no trabalho de Tathi. Eles participaram do Mercado Mundo Mix, feira de fins de semana que reunia diversas marcas brasileiras.
Crescimento sem planejamento e a virada
Entre 2005 e 2008, a empresa passou de quatro lojas para 70 unidades, a maioria franquias. O crescimento acelerado, porém, ocorreu sem estrutura adequada. Rodrigo disse à Exame que não tinha a mínima noção do que estava fazendo e nunca havia tido experiência em administração, planejamento ou contabilidade.
Sem uma base organizacional sólida, a companhia viveu ciclos de avanços e retrocessos, até que, em 2017. Deu início ao processo de profissionalização, marcado pela contratação de um diretor financeiro e pela criação do primeiro orçamento anual da história da empresa. A empresa também passou a priorizar sistemas de gestão, processos e uma estrutura mais robusta.
Quanto precisa vender e planejar adequadamente, algo de que se arrepende de não ter feito melhor no início.
Pandemia como catalisador de maturidade
Quando o varejo fechou durante a pandemia, a receita caiu para R$ 112 milhões. Como a empresa tinha recém-finalizado um rebranding e já contava com uma estrutura digital pronta, foi possível dar um salto rápido no e-commerce e nas vendas pela internet.
A empresa também manteve a operação ativa ao produzir máscaras e aventais hospitalares, que chegaram a ser exportados para os Estados Unidos. Rodrigo considerou que a pandemia serviu para criar maturidade dentro da empresa.
Expansão internacional em ritmo acelerado
O México entrou na operação em 2024, com projeção de atingir US$ 3 milhões em faturamento internacional naquele ano. Feiras de moda representam 20% do investimento da marca na expansão internacional. A companhia planeja alcançar 400 pontos de venda nos Estados Unidos em 2025, e aposta em transformar referências brasileiras em um negócio global.










