O empresário Kleber Amora, fundador e CEO da Berry (empresa de consultoria empresarial fundada em 2015), é responsável pela criação de um negócio que hoje fatura cerca de R$ 45 milhões. No entanto, a falta de processos e de disciplina financeira o levou ao limite alguns anos depois e o obrigou a vender o supermercado que tinha para quitar as contas sem deixar dívidas no início de sua carreiraa profissional.
Os primeiros passos no comércio familiar
Após se formar em Administração pela PUC-PR, Kleber decidiu empreender por conta própria e abriu um supermercado em Joinville, Santa Catarina, em 2011. O negócio ganhou tração rapidamente, mas a maturidade para conduzir uma operação em expansão ainda não acompanhava o ritmo de crescimento.
Contratações mal avaliadas, atrasos nas decisões e falta de acompanhamento dos números corroeram aos poucos a força da empresa. O quadro se agravou durante a recessão econômica brasileira entre 2014 e 2016, quando despesas altas e dívidas crescentes sufocaram o caixa.
A crise que levou ao recomeço
A saída foi repassar o supermercado a um concorrente para encerrar o ciclo sem dívidas. A venda coincidiu com uma separação e a chegada de um filho pequeno, o que tornou o período ainda mais difícil.
Os problemas que quase destruíram o negócio poderiam servir de alerta prático para outros donos de empresas diante de dilemas semelhantes. A experiência ofereceu um aprendizado que nenhuma sala de aula seria capaz de reproduzir.
Da experiência traumática ao modelo de negócio
A mudança de foco transformou a empresa em um modelo de franquia que reduz erros operacionais e encurta a curva de aprendizado para novos negócios. O modelo começou a ser desenvolvido em 2020 e transformou consultores em empreendedores parceiros.
A meta é alcançar R$ 1 bilhão em receita recorrente até 2033, consolidando a transformação que começou com uma quase falência pessoal.










