Uma das principais picapes comercializadas no mercado automotivo do Brasil, a Fiat Strada chegará à linha 2027 com uma versão menos potente do motor 1.0 turbo que hoje equipa o modelo. A potência do automóvel da marca italiana cairá de 130 para 116 cavalos. Apenas a versão Ranch manterá esse conjunto. A Ultra, por sua vez, perderá a motorização turbo no próximo ano.
O torque permanecerá em 20,4 kgfm com gasolina e etanol, e a transmissão CVT de sete marchas continuará sem alterações estruturais. A mudança decorre das novas normas de emissão e da reformulação do IPI Verde.
Normas de emissão e reconfiguração do IPI Verde
A Fiat justifica a redução pela adequação às novas normas de emissão de poluentes, que entram em vigor a partir de meados de 2027. A decisão das montadoras também passa por um fator fiscal mais imediato: a reformulação do IPI Verde, que define o imposto com base na potência e na eficiência energética do veículo.
O IPI sobre automóveis no Brasil parte de 6,3% e varia conforme a motorização, o conteúdo local e as emissões. A faixa sem acréscimo de imposto por potência vai até 85 kW — o equivalente a 115,6 cavalos, praticamente 116 cv.
A coincidência explica por que muitas fabricantes optaram por reduzirar a potência de seus modelos: o imposto menor compensa a perda de desempenho e torna os modelos mais competitivos, resultando em um modelo que se torna atraente para muitos consumidores médios.
Sem eletrificação nesta geração
A Strada 2027 não terá o sistema híbrido leve já usado por outros modelos produzidos pelo grupo Stellantis nessa motorização. A tecnologia chegará apenas na próxima geração da picape, baseada no futuro Argo X — hatch que a fabricante planeja como possível sucessor do Volkswagen Polo no segmento de mais vendidos do Brasil.
A Fiat antecipou a renovação da Strada para responder ao lançamento da Volkswagen Tukan, picape compacta que compete diretamente com a Fiat no segmento. A marca busca manter sua presença no mercado de picapes antes de lançar a próxima geração da Strada, que ganhará as tecnologias de eficiência exigidas pelas normas futuras.










