No Brasil, o valor pago aos comissários de bordo muda de acordo com a empresa em que atuam, o tempo de carreira e o pacote de benefícios de cada uma. A Convenção Coletiva de Trabalho 2024/2025 do Sindicato Nacional dos Aeronautas fixa em R$ 2.694,79 o piso mensal para quem está começando na função.
No entanto, os pisos diferem entre empresas: na Latam chega o salário R$ 2.874,52; na Gol, a R$ 2.806,39. Somando-se adicionais como horas de voo, vale-alimentação e diárias, o ganho mensal fica geralmente entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, com variações ligadas à empresa, à escala de trabalho e ao tempo de casa do profissional.
Para ingressar na carreira, é preciso cumprir critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre eles ter pelo menos 18 anos e ter concluído o ensino médio. Além de estar em dia com as obrigações militares — para homens entre 18 e 45 anos — e também com a Justiça Eleitoral. O profissional precisa comprovar aptidão física e psicológica por meio do Certificado Médico Aeronáutico (CMA) de segunda classe. Também deve dominar a leitura, a escrita, a fala e a compreensão da língua portuguesa.
Após concluir o treinamento inicial aprovado pela Anac e cumprir no mínimo 5 horas de voo supervisionadas. O candidato passa por uma avaliação prática que valida conhecimentos, habilidades e atitudes essenciais para garantir a segurança a bordo.
Mudanças nas regras desde 2024
A partir de janeiro de 2024, a Anac flexibilizou as exigências para a concessão da licença de comissário de voo. Já não é obrigatório concluir um curso em escola de aviação nem realizar o exame teórico da Agência para obter a licença.
Apesar dessa flexibilização, os exames continuam disponíveis para interessados, e a maioria das companhias aéreas ainda considera a formação teórica e prática indispensável nos processos seletivos. Os cursos de formação têm duração de três a cinco meses, com custos variando entre R$ 2 mil e R$ 7 mil, conforme a escola e o formato escolhido.
A preparação abrange conteúdo teórico sobre segurança, procedimentos de emergência, atendimento ao cliente e legislação aeronáutica, além de simulações práticas de evacuação, combate a incêndio e sobrevivência em diferentes ambientes.
Diferenciais que influenciam a contratação
Dominar idiomas estrangeiros é um dos diferenciais mais procurados pelas companhias aéreas. Inglês ou espanhol podem ser exigidos em processos seletivos, especialmente quando há atendimento a passageiros estrangeiros. A busca por essas habilidades reflete um movimento de inclusão e acessibilidade no setor aéreo.
A profissão oferece benefícios como passagens com desconto, plano de saúde e odontológico, seguro de vida, vale-transporte e auxílio-creche, além da possibilidade de crescimento profissional. Companhias internacionais como Emirates, Qatar Airways e Etihad Airways oferecem remunerações mais altas, entre US$ 2.500.
E US$ 3.500, o equivalente a algo entre R$ 15 mil e R$ 21 mil, com moradia e transporte geralmente inclusos no pacote.










