No Brasil, o nome de Luciano Hang costuma ser associado às megalojas cuja arquitetura reproduz a Casa Branca, mas sua atuação empresarial ultrapassa os limites do varejo. Somam-se à rede de lojas, negócios em geração de energia, venda de combustíveis, construção civil e produtos financeiros, todos sob o comando do empresário.
Essa variedade de frentes reflete um modelo de crescimento pensado para funcionar de forma articulada. As pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), por exemplo, surgiram para suprir parte da energia usada nas lojas, enquanto produtos financeiros como o Cartão Havan servem para manter o cliente próximo do negócio de varejo, que continua sendo o centro das operações do grupo.
Essa estrutura faz da Havan mais que uma rede de departamentos: a empresa reúne negócios em várias áreas.
Luciano Hang e a Havan em seus 40 anos
Criada em 1986 em Brusque, Santa Catarina, a Havan chega aos 40 anos em 2026 como o principal negócio de Hang, que estabeleceu uma fortuna bilionária, segundo o ranking da Forbes.. A empresa é conhecida pelas construções inspiradas na Casa Branca e pelas estátuas que remetem à Estátua da Liberdade, posicionadas nas entradas das unidades, elemento que se tornou identidade visual da marca.
Atualmente, a rede opera 195 megalojas distribuídas por 23 estados e pelo Distrito Federal. O plano de expansão prevê que a rede alcance 200 unidades até o fim de 2026, ano em que a empresa completa 40 anos.
Energia e combustível: infraestrutura estratégica
Fora do varejo, Hang investiu em Pequenas Centrais Hidrelétricas — as PCHs —, instaladas principalmente entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ideia por trás desses empreendimentos era suprir parte do consumo elétrico das lojas e comercializar o excedente no mercado livre de energia. Essa estratégia de verticalização reduz custos e garante autonomia energética para a operação varejista.
A distribuição de combustível é outra frente do grupo. Os Postos Havan operam em rodovias federais e em cidades catarinenses como Barra Velha, Araranguá e Palhoça, onde há fluxo intenso de veículos. A rede movimenta cerca de R$ 200 milhões por ano e atrai clientes que depois frequentam as megalojas.
Imóveis e crédito fecham o ciclo
O grupo constrói seus próprios centros comerciais e megalojas e mantém terrenos, entre eles empreendimentos em Balneário Camboriú. Esse controle sobre os imóveis ajuda a reduzir custos e a abrir novas unidades em todo o país.
A Havan oferece o Cartão Havan e produtos de crédito e seguros para fidelizar consumidores e facilitar o acesso aos produtos da rede. Assim, os negócios do grupo se conectam: os postos, os imóveis, o crédito e as megalojas integram a estratégia de expansão.
Uma trajetória de expansão contínua
Entre 1993 e 2014, a Havan fez 57 operações de empréstimo por meio de instituições financeiras credenciadas no BNDES. O banco de desenvolvimento intermediou os contratos por meio de instituições como Badesc, BB, Bradesco, Safra e Itaú. As operações somaram R$ 27 milhões e ajudaram a financiar a expansão inicial do grupo.
O grupo, que começou com uma loja de tecidos em Santa Catarina em 1986, hoje atua em várias áreas e seu proprietário se tornou um dos maiores empresários do varejo brasileiro.










