Luciano Hang, fundador da Havan, questionou a decisão judicial que paralisou as demissões coletivas de cerca de 1.900 funcionários da Casas Bahia e considerou a medida desproporcional diante das dificuldades financeiras da varejista.
A Justiça do Trabalho, porém, impediu novas demissões coletivas sem a participação dos sindicatos e bloqueou uma das principais estratégias da empresa. Para Hang, isso configura um paradoxo: o Estado cria dificuldades e, quando a empresa tenta se reorganizar, interfere novamente.
Dilema entre demissões e sobrevivência na Casas Bahia
Hang afirma que companhias com saúde financeira geram postos de trabalho. Já as empresas endividadas perdem completamente essa capacidade e não conseguem gerar empregos para ninguém. Na visão do empresário, sem responsabilidade fiscal, segurança jurídica e liberdade para empreender, não existe economia forte.
Reestruturações no varejo nacional
O caso da Casas Bahia reflete um padrão mais amplo no varejo brasileiro. A Marabraz recorreu à recuperação judicial, enquanto o Pão de Açúcar buscou recuperação extrajudicial para renegociar uma dívida de proporções bilionárias.
Na avaliação de Hang, a força de uma empresa está ligada à qualidade das pessoas que nela trabalham. Boas companhias atraem e retêm bons profissionais, ao contrário de negócios em dificuldade financeira.
Expansão em contraste com a crise
A Havan mantém plano de expansão, com meta de inaugurar 200 megalojas em todo o país neste ano. Recentemente, a rede anunciou novos aportes financeiros, inclusive para ampliar centros de distribuição e está próxima de abrir sua loja de número 196 no interior de Goiás.
A varejista segue em cenário positivo e mantém a abertura de novas lojas pelo país, mas mesmo com este cenário, Hang lamenta o momento vivido pelo país.










