Muitos brasileiros encontram ovos à temperatura ambiente nas prateleiras de supermercados e questionam se precisam refrigerá-los em casa. A resposta é sim: o calor tropical favorece a deterioração rápida e aumenta o risco de contaminação por Salmonella. Após a compra, o consumidor deve colocar os ovos na geladeira assim que chegar em casa.
Essa orientação é específica para o Brasil. Em partes da Europa, as condições de produção, o processamento das cascas e a legislação permitem guardar ovos fora da geladeira em ambientes com temperatura estável. No clima tropical brasileiro, as recomendações são mais rigorosas.
Por que refrigerar os ovos
Fora da refrigeração, os ovos crus se deterioram em poucos dias, especialmente em ambientes quentes e úmidos.
O calor acelera a multiplicação de micro-organismos e expõe o consumidor a infecções por Salmonella, que causam diarreia, dor abdominal, febre, náuseas e vômitos.
O consumo de ovos crus ou malpassados amplifica esse risco quando há contaminação.
O lugar certo na geladeira
Um erro frequente é colocar os ovos na porta da geladeira. A porta sofre variações constantes de temperatura devido à abertura do eletrodoméstico.
O ideal é posicioná-los na parte interna do refrigerador, onde as condições se mantêm mais estáveis.
Manter os ovos na embalagem original é a melhor opção. Não lave os ovos antes de guardar: a água remove uma camada protetora natural da casca que age como barreira contra micro-organismos como a Salmonella.
Como identificar um ovo estragado
O teste da água é simples: colocar o ovo em um recipiente com água ajuda a verificar sua condição.
Ovos frescos afundam e ficam deitados, enquanto ovos mais velhos inclinam ou bóiam devido ao aumento da câmara de ar interna.
Cheiro desagradável, casca rachada ou alterações visuais também indicam deterioração. Nenhum teste doméstico, porém, substitui o armazenamento correto desde o início.










