A gordura da picanha na brasa e a fumaça no ar formam uma combinação que pede um vinho à altura. Para que a carne, a grelha e o vinho formem uma boa harmonia, é preciso equilibrar gordura, defumado e taninos.
A lógica geral é simples: pratos pesados pedem vinhos igualmente pesados. A gordura da carne amacia os taninos e torna os vinhos mais firmes agradáveis ao paladar. Ao mesmo tempo, essa estrutura tânica limpa a boca entre uma garfada e outra, evitando a sensação de saturação.
Os tintos clássicos para churrasco
O Malbec é a escolha mais popular para churrasco no Brasil. Taninos suaves e aromas de frutas negras acompanham bem picanha, bife ancho e costela, além de acompanhamentos como farofa e vinagrete.
Garrafas do Novo Mundo costumam trazer fruta madura em destaque, o que ajuda a equilibrar o toque defumado da brasa.
Cortes gordos ganham um parceiro à altura no Cabernet Sauvignon, com taninos firmes que equilibram a untuosidade da carne.
Já a Tannat precisa da gordura e do defumado para revelar seu melhor lado: diante de um churrasco bem regado, sua potência se transforma em elegância.
Costelinhas ao barbecue, brisket e cordeiro combinam com Syrah, também chamada de Shiraz em alguns rótulos. Notas de pimenta-preta, especiarias e um toque defumado criam ligação direta com molhos encorpados.
Para costela assada e cortes de cocção longa, a Tempranillo Reserva oferece aromas de couro, tabaco e baunilha vindos da passagem por madeira.
Carnes brancas e suínas
A grelha não vive só de carne vermelha. Linguiças, cortes suínos e aves pedem vinhos mais leves. O Lambrusco, com acidez marcante e leve efervescência, corta bem a gordura de linguiças e embutidos.
O Cabernet Franc acompanha cortes suínos sem pesar na refeição e oferece complexidade adicional mesmo com carnes mais leves.
Na hora de escolher, o critério principal é o corte principal da grelha. Existem opções acessíveis que resolvem bem essa equação sem recorrer a garrafas de preço elevado.










