Dengue, zika e chikungunya estão entre as doenças transmitidas pela picada do Aedes aegypti, com histórico de surtos no Brasil. Como pequenas quantidades de água parada podem favorecer a reprodução do mosquito, é importante verificar regularmente os ambientes internos e externos da residência.
Muitas vezes, o criadouro fica em locais discretos e passa despercebido. Recipientes que acumulam água podem servir de ambiente para o desenvolvimento das larvas até a fase adulta, aumentando o risco de proliferação do mosquito.
A chikungunya, por exemplo, registrou grandes surtos no país entre 2013 e 2022, com cerca de 254 mil casos confirmados e aproximadamente mil mortes, segundo dados.
Onde a água fica escondida
Bandejas de ar-condicionado, geladeiras e bebedouros podem acumular água em cozinhas e lavanderias. Aparadores de água de filtros e tanques de lavar roupas também merecem atenção.
Vasos e recipientes em janelas, sacadas e lajes devem ser verificados regularmente. No quintal e na garagem, o cuidado deve incluir caixas d’água, reservatórios, tonéis, barris, caixas de passagem, calhas, ralos, potes de animais de estimação e lonas de cobertura.
Como eliminar os focos
Ao encontrar água parada, é importante esvaziar o recipiente e limpar suas superfícies com uma bucha. A limpeza ajuda a remover possíveis ovos que estejam aderidos às paredes do recipiente.
As larvas encontradas devem ser eliminadas de forma adequada. O uso de água sanitária pode ser indicado para alguns recipientes, mas é necessário seguir as orientações específicas para cada local e produto.
O uso de repelente também pode ajudar na proteção contra picadas, mas não substitui a eliminação dos criadouros. A aplicação deve seguir as orientações do fabricante, especialmente no caso de crianças.
Combate durante todo o ano
O combate ao Aedes aegypti deve ocorrer durante todo o ano. Manter recipientes sem água acumulada e inspecionar regularmente áreas pouco visíveis da casa são medidas simples para reduzir os possíveis criadouros.
A recomendação vale também para áreas externas. Calhas, ralos, reservatórios e objetos que ficam expostos à chuva precisam ser incluídos na rotina de verificação para evitar que pequenos volumes de água se transformem em focos de mosquitos.










