Aviões militares norte-americanos transportaram suprimentos para a Colômbia após um terremoto de magnitude 7,4 devastar o oeste e o centro do país em agosto. O desastre deixou pelo menos 285 mortos e centenas de desaparecidos, mobilizando uma resposta humanitária liderada pelo Departamento de Estado dos EUA.
O primeiro C-17 Globemaster da Força Aérea americana pousou em Bogotá na madrugada de 14 de agosto, carregado com água, kits de higiene e suprimentos para abrigo. Um segundo avião do mesmo modelo desembarcou em Medellín, com militares descarregando paletes de materiais. Os voos partem da Base Aérea de Homestead, no sul da Flórida, onde o Comando Sul dos EUA mantém um depósito de suprimentos pré-posicionados para emergências na região.
O C-17 Globemaster é capaz de transportar mais de 70 toneladas de carga em voos de longo alcance, o que o torna um dos principais ativos logísticos dos EUA em operações humanitárias internacionais.
Suprimentos e equipes de resgate
Os primeiros carregamentos incluíram água e equipamentos essenciais de emergência. Um voo subsequente levou kits Starlink para restabelecer o acesso à internet nas áreas afetadas.
Além dos suprimentos, duas equipes técnicas de busca e resgate urbano viajaram para ajudar socorristas a procurar sobreviventes entre os escombros. Militares dos EUA coordenam com agências locais de resposta a desastres para distribuir os recursos e apoiar as operações de busca.
Segunda operação em dois meses
A missão na Colômbia é a segunda vez em dois meses que forças americanas respondem a um grande terremoto na América do Sul. Em junho, dois abalos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela. Naquela operação, membros da 621ª Ala de Resposta a Contingências e fuzileiros da Força de Combate Litorâneo-24 foram deslocados.
A mobilização envolveu cerca de 2.000 militares norte-americanos, equipamentos aéreos, um navio de transporte anfíbio e 900 efetivos operando dentro do território venezuelano por aproximadamente um mês, segundo o Comando Sul dos EUA.










