Beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que moram sozinhos precisam manter os dados do Cadastro Único (CadÚnico) atualizados para evitar problemas no recebimento dos benefícios. Para isso, é necessário comparecer a uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) com a documentação exigida e realizar a atualização cadastral quando convocados.
A orientação foi divulgada pela Prefeitura de Salvador. Segundo as informações, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) suspendeu temporariamente a exigência de entrevista domiciliar prévia para a atualização cadastral de famílias unipessoais. A medida, prevista em portaria do governo federal, é válida até julho de 2027.
Como regularizar
Para atualizar o cadastro, o beneficiário deve apresentar um documento oficial com foto, o CPF e um comprovante de residência atualizado. A regularização é importante para manter as informações corretas no CadÚnico e evitar bloqueios ou suspensões decorrentes de inconsistências cadastrais.
Quem estiver com a situação regular poderá continuar recebendo os pagamentos conforme o calendário oficial do governo federal. Após a folha de julho de 2026, os repasses seguem as datas previstas para agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro, de acordo com o número final do NIS de cada beneficiário.
Quando há visita domiciliar
Apesar da flexibilização anunciada pelo MDS para famílias unipessoais, a visita domiciliar continua sendo obrigatória em algumas situações. A regra permanece para novos pedidos de ingresso no Bolsa Família e para casos em que o poder público considere necessária uma verificação das informações prestadas.
As visitas também podem ocorrer durante processos de averiguação cadastral, quando houver indícios de irregularidades, denúncias ou divergências nos dados registrados pelo beneficiário.
Por isso, a recomendação é manter o CadÚnico sempre atualizado e atender às convocações feitas pelo CRAS ou pelos órgãos responsáveis pela gestão dos programas sociais. Dessa forma, o beneficiário reduz o risco de interrupção dos pagamentos e garante a continuidade do acesso aos benefícios, desde que continue atendendo aos critérios previstos na legislação.










