O empresário e investidor Jeff Bezos retomou a segunda posição no ranking global de fortunas pela primeira vez desde maio de 2025, depois de investidores privados avaliarem sua fabricante de foguetes Blue Origin em US$ 130 bilhões e a startup de inteligência artificial industrial Prometheus em US$ 41 bilhões.
O patrimônio do fundador da Amazon cresceu cerca de US$ 102 bilhões em um mês e chegou a US$ 370 bilhões em 1º de outubro. Esse avanço levou Larry Page, cofundador do Google, ao terceiro lugar, posição que ele havia mantido durante dez meses consecutivos.
Apesar da queda no ranking, o patrimônio de Page avançou US$ 8 bilhões e chegou a US$ 286 bilhões. Sergey Brin caiu da quarta para a quinta colocação, embora sua fortuna tenha crescido cerca de US$ 7 bilhões, para US$ 263 bilhões. O homem mais rico do mundo segue sendo Elon Musk, que possui patrimônio estimado em US$ 868 bilhões.
Mudanças e ganhos no top 10
Michael Dell ultrapassou Brin na quarta posição depois que seu patrimônio saltou cerca de US$ 28 bilhões, para US$ 268 bilhões. O ganho foi impulsionado pela alta de 18% nas ações da Dell Technologies, alimentada pela demanda por servidores de inteligência artificial. Esse movimento levou o executivo brevemente à segunda posição global durante setembro.
Mark Zuckerberg manteve o quinto lugar, enquanto seu patrimônio cresceu cerca de US$ 55 bilhões, para US$ 251 bilhões. A alta veio depois que as ações da Meta avançaram 27%, בעקבות o lançamento do assistente pessoal de inteligência artificial Muse. Apenas dois outros nomes do top 10 preservaram suas posições neste período.
Topo e perdas na classificação
Warren Buffett retornou ao grupo dos dez mais ricos apesar de perder US$ 1 bilhão no período, deslocando o magnata espanhol do setor de fast fashion Amancio Ortega para o décimo lugar. O patrimônio de Ortega recuou aproximadamente US$ 6 bilhões, chegando a US$ 141,8 bilhões.
Larry Ellison foi o único outro integrante do top 10 que registrou perdas: sua fortuna caiu cerca de US$ 13 bilhões, para US$ 179 bilhões. As ações da Oracle recuaram 8%, o que o fez descer do sétimo para o oitavo posto.
Contexto e acompanhamento
O crescimento recente das maiores fortunas ligadas à tecnologia reflete avanços acadêmicos que sustentam o setor de inteligência artificial. Pesquisas conduzidas por instituições como a University of Pennsylvania. A University of Texas e a Harvard University servem de base para empresas que avaliam startups do segmento em dezenas de bilhões de dólares, impulsionando a valorização de ativos ligados a nomes como Bezos neste ciclo.
As dez maiores fortunas do planeta somam US$ 3,1 trilhões em 1º de outubro, ante US$ 2,8 trilhões no mês anterior. Como os preços das ações oscilam regularmente, esses valores mudam com frequência. Por isso, a Forbes acompanha a evolução do ranking diariamente por meio de sua lista de Bilionários em Tempo Real.
A publicação começou a acompanhar as fortunas globais em 1987 e identificou 3.428 bilionários no mundo em março de 2026.










