O novo filme de Christopher Nolan chegou aos cinemas brasileiros no dia 16 de julho com orçamento de 250 milhões de dólares, cerca de 1,3 bilhão de reais. A produção adapta o poema épico grego A Odisseia e já gerou debate nas redes sociais antes mesmo da estreia. A British Broadcasting Corporation (BBC) reuniu os principais pontos sobre o longa e o texto original.
Elenco e sotaques modernos
Matt Damon vive o protagonista Odisseu, Anne Hathaway interpreta Penélope e Tom Holland é Telêmaco, filho do casal. Zendaya aparece como a deusa Atena. Antes da estreia, parte do público criticou a decisão de usar sotaque norte-americano e diálogos contemporâneos em uma história ambientada na Grécia Antiga.
Filmagens em seis países
Para recriar a jornada marítima da obra, as gravações passaram por Itália, Grécia, Marrocos, Malta, Escócia e Irlanda. Matt Damon precisou deixar a barba crescer de verdade, já que Nolan descartou o uso de postiços por conta da chuva e do vento nas locações externas.
Origem literária extensa
O roteiro parte de um poema com mais de 12 mil versos e 121 mil palavras, dividido em 24 livros. Atribuído ao poeta Homero e escrito entre 850 e 750 antes de Cristo, o texto conta o que acontece depois da Guerra de Troia, na Idade do Bronze.
A volta para Ítaca
A história acompanha o rei Odisseu tentando voltar para casa na ilha de Ítaca depois de dez anos na guerra. No caminho, enfrenta o ciclope Polifemo e o deus do mar Poseidon. Enquanto isso, Penélope resiste à pressão de pretendentes que querem tomar o trono do marido dado como morto.
Dúvidas sobre a autoria
Homero é creditado como autor de A Odisseia e de A Ilíada, mas pesquisadores questionam essa versão há séculos. A chamada “Questão Homérica” defende que o material poético pode ter sido escrito por mais de uma pessoa ao longo do tempo, e não por um único autor.










