‘SUS já absorve impactos’ de ataques à Venezuela, diz ministro da Saúde
Equipes de saúde do Brasil atuam em Roraima, na fronteira entre os dois países
Publicado: 03/01/2026 às 11:07
Belém - Alexandre Padilha, Ministro da Saúde do Brasil discursa no painel "Acelerando a Implementação do Plano de Ação de Saúde de Belém" durante da 30ª Conferência das Partes (COP30). Foto de Rafa Pereira/COP30 (Foto de Rafa Pereira/COP30)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, usou as redes sociais para afirmar que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi preparado para lidar com possíveis desdobramentos do conflito militar na Venezuela, que faz fronteira com a Região Norte do Brasil.
A manifestação indica que há uma atenção especial do governo brasileiro com um potencial movimento de imigração em massa de venezuelanos, sobrecarregando os serviços públicos do lado de cá da fronteira.
"Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro", afirmou Padilha, em postagem nas redes sociais.
"O Ministério da Saúde e o SUS de Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela", acrescentou Padilha. "Os investimentos ficaram ainda maiores depois que os EUA suspenderam financiamentos que apoiavam a Operação Acolhida", disse, referindo-se à operação de atendimento humanitário aos refugiados venezuelanos em Roraima. Segundo Padilha, a pasta ampliou investimentos e profissionais na cidade e na área indígena.
Nós da @minsaude sempre queremos e trabalhamos pela PAZ. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde. O…
— Alexandre Padilha (@padilhando) January 3, 2026
Padilha foi o primeiro representante do governo brasileiro a se pronunciar após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças armadas dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump. Sem citar nomes das partes, Padilha condenou indiretamente o ataque militar dos EUA. "Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas", afirmou.