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Uma presença lusófona reforçada

Há trinta anos um grupo de embaixadores e outros diplomatas japoneses e europeus lançaram o Japan Fest, uma presença, agora, constante e habitual da arte e da cultura orientais em cada Capital Europeia da Cultura

Carlos Zorrinho

Publicado: 08/10/2026 às 08:40

 Tribunal Constitucional (TC) de Portugal anula trechos da Lei da Nacionalidade,/Foto: Freepik

Tribunal Constitucional (TC) de Portugal anula trechos da Lei da Nacionalidade, (Foto: Freepik)

Por Carlos Zorrinho*

Há quatro décadas (41 anos para ser preciso) Atenas deu início a aventura das cidades europeias capitais da cultura. Há trinta anos um grupo de embaixadores e outros diplomatas japoneses e europeus lançaram o Japan Fest, uma presença, agora, constante e habitual da arte e da cultura orientais em cada Capital Europeia da Cultura.

Estes dois momentos históricos abrem a porta para, como cidades irmãs, geminadas, Olinda, cidade centenária nordestina e Évora cidade milenar alentejana, imprimirem a marca da lusofonia nas capitais europeias da cultura a partir de 2027.

Não foi por acaso que foi um grupo de diplomatas que lançou o Japan Fest, pois as Capitais Europeias da Cultura tem se afirmado continuadamente como uma muito valiosa, e sempre mais forte, ferramenta da relação diplomática entre povos e nações baseada na cultura e nas artes, na história e no conhecimento mútuo, como em 2018 Matera (Itália) bem o demonstrou e , este ano, segue no Mediterrâneo com Tetouan essa fantástica uma fantástica parceria norte sul em torno do Mediterrâneo, mas de civilizações.

Évora e Olinda ligadas pelo mar oceano, pelas letras de escritores como João Cabral de Melo Neto, Gilberto Freyre ou Clarice Lispector e Ferreira de Castro ou Urbano Tavares Rodrigues, embaladas pelo cante e espevitadas pelo fevro, vão criar o cadinho em que os outros lusófonos de África, do oriente e da Oceânia vão poder expressar e apresentar as suas criações e impressões seja em português seja em qualquer outra língua usada pelos seus povos.

Para começar o Alentejo e Pernambuco, depois juntar-se ão outros Estados Brasileiros, outras Regiões de Portugal, outras nações e povos que se exprimem também em português para construir e preservar as suas culturas.
A presença de Olinda em Évora27, e de uma maneira mais geral do Estado de Pernambuco será a concretização deste primeiro passo, ainda limitado pela abrangência geográfica, mas enorme pelo significado, um passo de representação cultural em que as duas cidades acreditam e querem expressar e a oportunidade única que a Capital Europeia da Cultura em Évora constitui.

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