História dos heróis da Confederação do Equador
Não foi possível numa breve crônica de jornal (Diario de Pernambuco, 09/Março/2026), resumir para o leitor o que congrega num só volume de quase 800 páginas, o livro "Confederação do Equador – A luta pela cidadania na construção do Brasil"
Publicado: 16/03/2026 às 15:44
Livro (Foto: freepik)
Não foi possível numa breve crônica de jornal (Diario de Pernambuco, 09/Março/2026), resumir para o leitor o que congrega num só volume de quase 800 páginas, o livro “Confederação do Equador – A luta pela cidadania na construção do Brasil”, obra coletiva, de referência máxima, coordenada pelos historiadores pernambucanos George Cabral e Marcos Carvalho (Edição do Senado Federal). O livro mergulha em arquivos, correspondências e manifestos da época, oferecendo ao leitor uma visão tridimensional de uma das mais importantes páginas do heroísmo não só pernambucano. Trago agora a relação temática do livro e seus autores, deixando para o terceiro e último artigo as minhas impressões sobre o longo texto de introdução.
“De cativo artilheiro da Confederação do Equador, a revogação da alforria do africano Francisco da Costa por suas tantas desobediências. 1824-1828”. (Marcus J.M. Carvalho). Políticas indígenas e enfrentamentos armados na Confederação do Equador - Pernambuco e Alagoas. (Mariana Albuquerque Dantas). “Raça, Resistencia e Revolução: O mundo atlântico de Emiliano F.B. Mundrucu” (Lloyd Belton). “Frei Caneca no Centenário da Confederação do Equador: construindo o corpo do herói” (Tiago da Silva Cesar). “Livros e Leituras dos Revolucionários em Pernambuco (Gilda Maria Withaker Verri). “Um acérrimo motor de revoluções: Um comerciante norte-americano em Pernambuco - 1817-1825). “Linguagens, radicalismos políticos e os limites do poder no tempo da Confederação do Equador” (Flávio José Gomes Cabral). “Quando começou a Confederação do Equador. Um debate sobre história e memória” (Dirceu Marroquim e George F. Cabral de Souza). “Pernambuco nas primeiras décadas do século XIX”. (André Heráclio do Rego). “Frei Joaquim do Amor Divino Caneca: um pensador entre independências e constituições” (Gabriel Muniz Pereira Simões e Marcelo Casseb Continentini). “As tristíssimas cenas que ora se estão representando no cadafalso”. Mortes durante a Confederação do Equador nas províncias de Pernambuco e do Ceará” (Paulo Henrique Fontes Cadena e Jucieldo Ferreira Alexandre). “Padre Mororó: o jornalismo constitucionalista do Diário do Governo do Ceará” (Filomena Moraes). “Em defesa do Brasil: participação política dos indígenas do Ceará no processo da Independência”. (João Paulo Peixoto Costa). “A anarchia das classes baixas”: radicalismo popular nas lutas da independência do Ceará - 1821-1824”. (Tyrone Apollo Pontes Cândido). “A Paraiba é tão vizinha de Pernambuco, os hábitos e costumes dos seus habitantes são semelhantes: a Confederação do Equador em Pernambuco e na Paraiba”. (Josemir Camilo de Melo). “Viva a Estrela do Sul e Norte: a formação das redes políticas entre as províncias da Bahia e de Pernambuco - 1824-1828”. (Pablo A. Iglésias Magalhães e Ava Catharine de Lima Durães). “Repercussões do republicanismo de 1824 no Maranhão de 1828: a República de Pastos Bons”. (Marcel Cheches Galves e Fani César Andrade de Araujo). “Alagoas e o Império em conflito: da emancipação política à Confederação do Equador – 1824”. (Gian Carlo de Melo Silva). “Entre o liberalismo ilustrado e o centralismo autoritário: a Provincia do Piauí e a Confederação do Equador - 1823-1824”. (Francisco de Assis de Oliveira e Silva e Johnes Santana de Araujo). “200 anos da Confederação do Equador”. (Dario Alberto de Andrade Filho, José Dantas Filho e Vinícius Machado Calixto).
Marcus Prado - Jornalista