Andando sem retrovisor
O país que anda pelas pernas empreendedoras
Publicado: 21/01/2026 às 09:17
Empreendedorismo foi o que mais citaram para que alavanque os interesses comerciais do Brasil lá fora (Foto: freepik)
Elias Kesrouani é um jurista letrado, culto e com olhar de Brasil. Sérgio Paulo Grotti, advogado e interlocutor de frentes do agrobusiness. Fernando Vilela, empresário que acredita no Brasil com projetos de altíssima magnitude. Ambos estão estarrecidos com os bilhões do fundo partidário para eleições desse ano.
Troquei considerações com todos sobre o momento no país e no mundo. Empreendedorismo foi o que mais citaram para que alavanque os interesses comerciais do Brasil lá fora. Produção de alimentos vai causar novo impacto na balança comercial. Positivo e grandioso.
Os três dizem que o empreendedorismo e o agronegócio não estão com olhos voltados para distribuição do fundo partidário. Afirmam que poderia ser investido em outros segmentos da sociedade. Ela tem muitas arestas para serem fechadas. Saúde, educação e segurança fazem parte desse contexto.
Sempre defendi o empreendedorismo como uma alavanca de crescimento para o Brasil. Todos sabem que IA chegou e fará alguns estragos durante campanha eleitoral desse ano caso não seja devidamente cuidada. O empreendedor brasileiro está de olho na IA para dar melhorias ao seu negócio. No campo é vistosa essa intenção.
Tem dificuldades? Sim. Com esse clima todo mudado em todo o planeta, olhos abertos. Elias, Sérgio e Fernando sempre estiveram presentes no Brasil com ideias e projetos voltados para engrandecer seus segmentos. O Direito assegura o bom caminhar. Os investimentos são robustos. Os resultados apresentam positivismo a cada ano devido aos esforços empregados sem que o barulho político afete seu cotidiano.
Tem muita coisa errada nesse país? Tem. INSS e Banco Master estão só no começo do barulho. Vem muita coisa pela frente. Se o que foi garimpado nessas operações fosse empregado para o crescimento empreendedor no Brasil, glória a Deus.
Tem muitos empreendedores que tocam seus projetos com o que têm no bolso. Quando encontram parceiros, vibram em orações. Em décadas passadas não existia o fundo partidário. Campanha eleitoral era uma festa. Shows, churrasco, camiseta (muitos usavam como roupa de domingo), boné. Acredito que não causavam tanto rebuliço como nos tempos atuais.
Candidato com 200 votos recebendo recursos além da sua capacidade nas urnas. Quando vão na prestação de contas, gaguejar é preciso. Elias, Sérgio, Fernando e eu concluímos que o Brasil anda sozinho sem essas querelas políticas que só atrapalham o desenvolvimento nacional. Enquanto isso, o empreendedor foca na prancheta e o agrobusiness na colheita.
João Carlos Silva é articulista e consultor