Aderir ao princípio de Uma Só China e opor-se resolutamente à interferência externa
Recentemente, os Estados Unidos anunciaram a venda de armas avançadas no valor de 11,105 bilhões de dólares para a região chinesa de Taiwan
Publicado: 08/01/2026 às 09:41
Bandeiras da China (Freepik)
Recentemente, os Estados Unidos anunciaram a venda de armas avançadas no valor de 11,105 bilhões de dólares para a região chinesa de Taiwan. A medida por parte dos EUA constitui uma grave violação do princípio de Uma Só China e dos três comunicados conjuntos China-EUA, prejudica seriamente a soberania, a segurança e a integridade territorial da China, mina gravemente a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e envia um sinal extremamente errado às forças separatistas da “independência de Taiwan”.
A China apresentou representações solenes e protestos fortes aos EUA na primeira oportunidade, e decidiu tomar medidas contra 20 empresas americanas relacionadas com a defesa e 10 altos executivos que se envolveram no fornecimento de armamentos a Taiwan nos últimos anos, em conformidade com a Lei Anti-Sanções Estrangeiras.
Existe no mundo apenas uma China, enquanto Taiwan é uma parte inalienável do território da China. Além disso, o Governo da República Popular da China é o único governo legítimo que representa toda a China. A questão de Taiwan é puramente um assunto interno da China, enquanto a essência das vendas de armas dos EUA a Taiwan constitui uma interferência grosseira nos assuntos internos da China e impede o processo de reunificação pacífica da China.
A questão de Taiwan está no centro dos interesses fundamentais da China. Qualquer pessoa que tente ultrapassar essa linha e fazer provocações na questão de Taiwan receberá uma resposta firme da China. Qualquer empresa ou indivíduo envolvido na venda de armas a Taiwan pagará preço por suas ações ilícitas. Nenhum país ou força deve subestimar a determinação, a vontade e a capacidade do governo e do povo da China em salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial.
O retorno de Taiwan à China constitui parte integrante dos resultados da vitória da Segunda Guerra Mundial e da ordem internacional do pós-guerra. O princípio de Uma Só China é um consenso universal da comunidade internacional, uma norma básica reconhecida das relações internacionais e uma base política para o estabelecimento e manutenção das relações diplomáticas entre a China e 183 países, incluindo o Brasil. A China tem apoiado o Brasil na defesa da sua soberania nacional e de seus interesses legítimos, e tem apreciado altamente a adesão do Brasil ao princípio de Uma Só China. A China está disposta a trabalhar em conjunto com o Brasil para apoiar-se mutuamente, colaborar estreitamente e defender firmemente os respectivos interesses fundamentais da China e do Brasil.
Lan Heping *
* Cônsul-geral da República Popular da China no Recife