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com Claudia Molinna

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Doença de Willis-Ekbom: o desejo incontrolável de mover as pernas

Urgência de se mexer costuma vir associada a sensações desagradáveis como formigamento, fisgadas ou queimação

Publicado: 05/12/2023 às 10:09

/Foto: Freepik

(Foto: Freepik)

A necessidade incontrolável de se movimentar para aliviar uma sensação de desconforto caracteriza a síndrome das pernas inquietas, também conhecida como doença de Willis-Ekbom. Essa urgência de se mexer costuma vir associada a sensações desagradáveis como formigamento, fisgadas ou queimação. 

O mais comum é que a pessoa movimente as pernas, mas os braços também podem ser afetados. Pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum após os 45 anos de idade, principalmente em mulheres. Quem tem parentes próximos com a síndrome, também corre mais risco de apresentar o problema.

A síndrome das pernas inquietas é considerada um distúrbio de sono, manifestando-se principalmente nos momentos de repouso e à noite, quando a pessoa está deitada. A sonolência excessiva diurna costuma ocorrer devido à agitação noturna. 

Também há dificuldade para a pessoa ficar sentada por períodos prolongados, tornando as viagens de carro ou avião bastante desafiadoras. Diante do incômodo, o movimento gera um alívio temporário. São vários os motivos que desencadeiam esta síndrome: 

  • Deficiência de ferro, pois o ferro participa da comunicação entre as células cerebrais.
  • Diabetes, que pode danificar os vasos sanguíneos e nervos, inclusive dos músculos dos membros inferiores. 
  • Insuficiência renal, embora a causa exata seja desconhecida.
  • Gravidez, em especial no último trimestre, provavelmente devido a uma deficiência nos níveis de ácido fólico. Contudo, os sintomas desaparecem um mês após o parto.
  • Medicamentos, como antipsicóticos, antidepressivos, anti-histamínicos e anti-eméticos. 
  • Hábitos inadequados, como o uso de álcool, porque podem interferir no funcionamento normal do sistema nervoso.
  • A privação de sono e outras condições do sono, como a apneia de sono, podem agravar ou desencadear os sintomas em algumas pessoas.

Não existe cura, mas é possível adotar algumas práticas, para aliviar os sintomas: 

  • Investir em técnicas de relaxamento, como ioga e meditação.
  • Tomar banhos quentes que relaxam os músculos.
  • quando a síndrome é mais grave, apresentando sintomas que, definitivamente, prejudicam a vida é preciso fazer o uso de alguns medicamentos, que diminuem a sensibilidade das pernas, por conta da dor. 
  • Aplicar uma compressa fria, uma almofada de aquecimento ou mesmo esfregar os membros inferiores para gerar um alívio, ainda que temporário, do desconforto.
  • Iniciar o dia praticando atividades físicas e finalizá-lo com um alongamento. 
  • Há muitos casos em que praticar natação diminui muito os sintomas. 
  • Tentar dormir, pelo menos, por sete a nove horas. 
  • Realizar atividades que mantenham o alerta mental, como trabalhar em um computador ou fazer palavras cruzadas, durante momentos de descanso ou tédio.
  • Evitar ou reduzir a ingestão de cafeína
  • Vitamina B6 pode beneficiar pessoas com insônia e diminuir sintomas da síndrome das pernas inquietas.

LEI GARANTE DIREITO A ACOMPANHANTE EM ATENDIMENTO MÉDICO 
 
 
 
Foi ampliado o direito da mulher de ter acompanhante nos atendimentos realizados em serviços de saúde públicos e privados, com ou sem necessidade de sedação, conforme a Lei 14.737, segundo a Agência Senado. 

Assim, há maior estabilidade na norma, garantindo sua aplicabilidade também em consultas, exames e procedimentos realizados em instituições privadas, bem como em unidades de saúde dirigidas por entes subnacionais (estados ou municípios), que poderiam não estar submetidas a portarias do Ministério da Saúde, em razão do federalismo sanitário que consta na Constituição de 1988. 

O estupro de uma paciente pelo próprio médico, o anestesista Giovanni Quintella Bezerra, no momento em que ela estava sob sedação na mesa de cirurgia para dar à luz seu filho, no Hospital da Mulher de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, escandalizou o país. O episódio revelou o risco a que estão submetidas as mulheres em procedimentos em que é exigido o rebaixamento químico de sua consciência.

ESCALADA DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO DESLOCAMENTO
 
 

A pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber, para captar as impressões e vivências das brasileiras no deslocamento urbano, revela que de 3 a cada 4 mulheres já foram vítimas de importunação, assédio sexual ou mesmo assalto ou furto. 74% já passaram pessoalmente por situações de violência quando se movimentavam pela cidade. 88% conhecem ao menos uma mulher que foi vítima de violência quando se deslocava. 

Segundo o estudo, metade das mulheres que declararam já terem sofrido um estupro quando se moviam pela cidade estavam a pé quando foram violentadas, sendo que houve maior número de relatos de estupro nessa forma de deslocamento por mulheres negra do que por não-negras. 

Mais mulheres negras do que não-negras disseram que já sofreram assalto, furto, sequestro relâmpago quando se moviam pela cidade. E a maioria das mulheres negras foram vítimas de racismo quando estavam a pé.

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