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Diario Econômico
E se a Meta sair do ar, o que acontece
Facebook, Instagran e Whatsapp possuem três mil funcionários no país e 328,4 milhões de usuários, contando os inscritos em mais de uma plataforma
Publicado: 16/01/2025 às 15:24
(Gerado com auxílio de IA)

O anúncio de encerramento do Programa de Checagem de Dados nos Estados Unidos, realizado recentemente pela Meta, causou rebuliço no governo federal e no STF. A decisão se estenderia ao Brasil? E como seria atendida a determinação da Suprema Corte de coibir a disseminação de fake news, discurso do ódio, racismo, lgbtfobia e misoginia? A Advocacia Geral da União (AGU), de pronto, enviou notificação à Meta, que por sua vez enviou as respostas. Em linhas gerais, a empresa afirmou que seguirá cumprindo a legislação brasileira e que faria ajustes na Política de Conduta do Ódio. Foi exatamente esse ponto que levou preocupação à AGU, que já avalia a realização de audiência pública sobre o tema.
Caso a Meta descumpra a legislação brasileira, a empresa poderá ser tirada do ar, assim como aconteceu com o X de Elon Musk. Porém, o banimento das empresas de Mark Zuckerberg (Facebook, Instagram e Whatsapp) é bem mais delicado. Antes da suspensão, o X tinha 22 milhões de usuários, enquanto a Meta tem hoje 328,4%u202C milhões de usuários ativos. Financeiramente, a suspensão afetou o faturamento do X, estimado em algo entre R$ 80 e R$ 100 milhões anuais, enquanto a Meta faturou cerca de R$ 200 milhões apenas nas últimas eleições.
Uma eventual retirada do ar do Facebook, Instagram e Whatsapp traria um grande impacto social. Além dos três mil empregos gerados diretamente pela Meta, a medida geraria um efeito cascata atingindo designers gráficos, social medias, criadores de conteúdo e toda uma cadeia audiovisual. Para além disso, de acordo com levantamento do Sebrae, 74% dos micros, pequenos negócios e empreendedores individuais utilizam as plataformas para fazer negócios. Alguns desses, inclusive, negociam exclusivamente nesses canais. É, a treta é grande.
Arpe completa 25 anos com novos desafios
A Arpe completa, agora em 2025, o aniversário de 25 anos de sua criação, comemorando o título de melhor agência reguladora do Nordeste e a sétima do país. Criada na gestão do ex-governador Jarbas Vasconcelos, inicialmente a Agência cuidava apenas de saneamento e energia, passando a agregar outros setores, como os terminais de transporte intermunicipal e as rodovias pedagiadas. Agora, com o plano de concessão da Compesa, assume também a regulação da atuação das consorciadas.
Pix continua igual
A Federação dos Bancos esclarece que o Pix continua igual e gratuito, sem nenhuma taxa. Sobre o acompanhamento da Receita, a instituição destaca que isso já acontece desde 2015, só que com operações acima de R$ 2 mil (CPFs) e R$ 6 mil (CNPJs), o que muda são os valores.
Dívida dos estados
Foi publicado no Diário Oficial da União o novo programa de pagamento das dívidas dos estados. Batizado como Propag, a iniciativa oferece descontos nos juros e parcelamento em até 30 anos, além da possibilidade de quitar parte das dívidas transferindo bens móveis ou imóveis.
Cursos gratuitos para a cadeia da moda
Começaram esta semana os cursos gratuitos de qualificação em moda promovidos pelo Núcleo Gestor Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, através do Marco Pernambucano da Moda. Ainda com vagas disponíveis, as aulas acontecem nas cidades de Olinda, Caruaru, Bezerros, São Caetano, Passira e Gameleira. Mais informações e inscrições podem ser feitas no site do Núcleo Gestor:https://ntcpe.org.br.
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