Para pautas de apelo, relatores candidatos
Parlamentares agem para avançar em pautas prioritárias antes da eleição. Relatorias foram designadas aos postulantes
Publicado: 01/09/2026 às 00:20
Fernando Dueire e Teresa Leitão já se encontram em Brasília para as votações (Agência Senado)
Dos senadores de Pernambuco, só Humberto Costa não embarcou para Brasília nesta segunda-feira (31). O petista vai participar de debate promovido pela Globo amanhã. Fernando Dueire seguiu para Capital Federal e Teresa Leitão, na condição de líder do governo, também se encontra lá.
Na última semana de votações no Congresso Nacional, antes do pleito, parlamentares agem para avançar em pautas prioritárias para o Governo Federal e caras, naturalmente, ao presidente Lula, que busca a reeleição.
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre tenta equilibrar solicitações do governo com a pressão da oposição, que acusa viés eleitoral, a julgar pelo “timing”. Teresa chegou a ser cotada, no final da semana passada, para relatar a MP que acabou com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
A movimentação não vingou porque, nos bastidores, a construção das relatorias se deu levando em conta a lógica eleitoral. Os relatores designados, por acordo interno, foram nomes que concorrem no pleito deste ano. É o caso da senadora Leila Barros, relatora da MP das Blusinhas e candidata à reeleição.
O senador Omar Aziz, que relata a PEC do fim da escala 6x1, é candidato a governador do Amazonas. Os senadores Eduardo Braga, relator da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2780/2024), e Cid Gomes, relator do Projeto de Lei nº 278/2026, que institui o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), por sua vez, concorrem à reeleição.
Havia previsão de que a MP das blusinhas fosse votada, nesta segunda (31), na comissão mista, mas a votação acabou adiada para hoje. Na articulação para que as matérias andem, Teresa Leitão advogara, entre os pares, que o dano ficaria exatamente para quem é postulante.
A oposição agiu para enquadrar propostas como eleitoreiras, mas governistas argumentam que há matéria aguardando votação desde abril. A MP das blusinhas, por exemplo, foi publicada em maio e tem até 8 de setembro para ser aprovada ou rejeitada pelo Congresso. Caso a votação não ocorra, o imposto voltará a ser cobrado no próximo dia 9 de setembro. Depois dessa semana, os parlamentares só voltam a Brasília após o pleito. A conferir.
Ônus e bônus
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enviou a PEC do fim da escala 6x1 para a CCJ do Senado no último dia 21, após retomar o diálogo com Lula. Dois dias antes, Humberto Costa, indagado sobre o ônus de a proposta só ir a debate depois do pleito, à coluna, argumentara que o prejuízo maior seria do Congresso do que do presidente Lula.
Balança
“Agora, prejudica mais o Congresso Nacional, se ele não votar, do que o presidente Lula. Está claro que o governo defendeu essa tese, apresentou essa proposta e está se empenhando para aprovar”, analisara o senador Humberto Costa sobre o fim da escala 6x1.
Tinha um pedra
Ainda nesta segunda (31), governistas esbarraram em dificuldades em relação às PECs, do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública. Ambas precisam sere votadas na CCJ. Até a noite de ontem, havia dúvidas se as propostas passariam no plenário, ainda que atravessem a comissão.
Debate do Senado
Estreia em Pernambuco, nesta quarta-feira (2), às 14h, a série de debates que o G1 realizará, pela primeira vez, com candidatos ao Senado Federal. Os encontros contemplam vários estados e acontecerão em setembro nos estúdios da emissora. Estão confirmados: Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT), Mendonça Filho (PL), Eduardo da Fonte (PP), Túlio Gadêlha (PSD) e Paulo Rubem Santiago (Rede).
Via post
Depois de repostar a governadora Raquel Lyra e externar desejo de comer o mesmo omelete do Bar do Geraldo, elogiado pela gestora do PSD, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, manifestou, em seu instagram, apoio à governadora de Pernambuco após o caso dos cartazes apócrifos. “Minha solidariedade à governadora Raquel Lyra, aos seus filhos e a todos os familiares”, registrou Michelle em publicação.