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com Claudia Molinna

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A inteligência emocional da mulher no século XXI

Segundo pesquisa da Gallup Organization, mulheres apresentam, em média, níveis mais elevados de empatia e percepção emocional nas relações sociais.

Cláudia Molina

Publicado: 12/03/2026 às 17:47

Coluna Diario Mulher/Imagem gratuita

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Em um mundo cada vez mais acelerado, marcado por mudanças constantes e pressões sociais, a inteligência emocional se tornou uma das competências mais importantes da vida contemporânea. Trata-se da capacidade de reconhecer emoções, lidar com conflitos, manter equilíbrio diante das dificuldades e construir relações saudáveis.

Diversos estudos mostram que muitas mulheres desenvolvem essa habilidade ao longo da vida ao conciliar múltiplos papéis sociais. Profissionais, mães, gestoras de família e líderes comunitárias frequentemente precisam lidar simultaneamente com desafios emocionais e práticos.
Segundo pesquisa da Gallup Organization, mulheres apresentam, em média, níveis mais elevados de empatia e percepção emocional nas relações sociais. Essas habilidades são cada vez mais valorizadas em áreas como educação, gestão, saúde e liderança organizacional.

No Brasil, dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, indicam que as mulheres possuem, em média, maior escolaridade que os homens na população adulta. Esse fator também contribui para ampliar sua participação em diferentes espaços profissionais e sociais.
No entanto, o desenvolvimento da inteligência emocional não se limita ao ambiente de trabalho. Ele também aparece na forma como muitas mulheres enfrentam adversidades, constroem redes de apoio e mantêm vínculos familiares e sociais.

O psicólogo Daniel Goleman, responsável por popularizar o conceito de inteligência emocional, afirma que essa habilidade é um dos principais fatores para o sucesso humano e social no século XXI.
Nesse contexto, a experiência feminina tem demonstrado que força não significa apenas resistência. Muitas vezes, significa também sensibilidade, capacidade de compreender o outro e habilidade de transformar conflitos em caminhos de crescimento.
Talvez por isso a inteligência emocional tenha se tornado uma das contribuições mais importantes das mulheres para as sociedades contemporâneas.

A FORÇA SILENCIOSA DAS MULHERES QUE TRANSFORMAM O MUNDO

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Coluna Diario Mulher (crédito: Imagem gratuita)

Nem toda transformação social acontece nos grandes palcos da política ou da economia. Muitas vezes, ela nasce em silêncio. Surge na persistência diária de milhões de mulheres que trabalham, educam, cuidam, criam soluções e sustentam comunidades inteiras sem que seus nomes apareçam nas manchetes.
No Brasil, essa presença feminina tem números que impressionam. Segundo o IBGE, as mulheres representam cerca de 51,5% da população brasileira. Além disso, dados da PNAD Contínua 2023 mostram que elas são responsáveis por mais de 45% dos lares do país, sendo muitas vezes as principais provedoras da família.

Mesmo assim, a chamada força silenciosa ainda convive com desafios. Um levantamento do Fórum Econômico Mundial (Global Gender Gap Report 2024) aponta que, no ritmo atual, o mundo ainda levará mais de 130 anos para alcançar plena igualdade de gênero.
Apesar disso, o impacto feminino na transformação social é incontestável. Na educação, na saúde, na ciência, na segurança pública e em inúmeras outras áreas, mulheres continuam abrindo caminhos.

A filósofa Hannah Arendt lembrava que a verdadeira mudança na sociedade nasce da ação humana no espaço público. Nesse sentido, a presença feminina tem ampliado horizontes e trazido novas formas de liderança, diálogo e sensibilidade social.

A NOVA LIDERANÇA FEMININA

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Coluna Diario Mulher (crédito: Imagem gratuita)

Durante muito tempo, liderança foi associada quase exclusivamente a figuras masculinas. No entanto, essa realidade vem mudando de forma consistente nas últimas décadas. Cada vez mais mulheres ocupam espaços de decisão em diferentes setores da sociedade, trazendo novas perspectivas para o exercício do poder e da gestão.

Segundo levantamento da consultoria Grant Thornton (Women in Business Report 2024), as mulheres ocupam atualmente cerca de 33% dos cargos de liderança no mundo. No Brasil, esse percentual gira em torno de 38%, mostrando um crescimento progressivo da presença feminina em posições estratégicas.

Esse avanço não representa apenas uma mudança numérica. Ele também revela uma transformação na forma de liderar. Estudos da Harvard Business Review indicam que mulheres líderes costumam apresentar níveis elevados de habilidades como cooperação, empatia, inteligência emocional e capacidade de gestão de equipes.

Essas características têm se mostrado cada vez mais valorizadas em ambientes organizacionais complexos, onde decisões precisam considerar não apenas resultados financeiros, mas também impactos sociais e humanos.

A presença feminina em cargos de liderança também contribui para mudanças culturais importantes. Pesquisas do Banco Mundial apontam que organizações com maior diversidade de gênero, tendem a apresentar ambientes de trabalho mais inclusivos e melhores indicadores de inovação.
A chamada nova liderança feminina não se define apenas pela ocupação de cargos. Ela se manifesta na forma como decisões são tomadas, no cuidado com as relações humanas e na busca por soluções mais equilibradas.

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