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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Salário do STF dá 'condição média' de vida, diz André Mendonça

Declaração foi feita durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado na última sexta-feira (21)

Estadão Conteúdo

Publicado: 26/08/2026 às 06:30

Ministro André Mendonça, do STF, avaliará se mantém ou não o rigoroso sigilo imposto pelo ex-relator Dias Toffoli às investigações sobre o Master/Gustavo Moreno/SCO/STF

Ministro André Mendonça, do STF, avaliará se mantém ou não o rigoroso sigilo imposto pelo ex-relator Dias Toffoli às investigações sobre o Master (Gustavo Moreno/SCO/STF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o salário de um magistrado proporciona uma "condição média" de vida, ainda que "muito acima" do restante dos brasileiros.

"Um ministro do tribunal, um juiz em geral, ele não pode ter a pretensão de ficar rico. O salário, ainda que seja um bom salário, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras. A gente tem que controlar a despesa no dia a dia", afirmou Mendonça.

Apesar de não proporcionar uma "vida nababesca", como descreveu o ministro, os magistrados são uma classe privilegiada. "Mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês", disse.

A declaração foi feita durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado na última sexta-feira, 21, na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Segundo o Portal da Transparência do STF, os rendimentos líquidos recebidos por André Mendonça entre janeiro e julho deste ano variaram de R$ 18.881,92 (abril e maio) a R$ 43.028,21 (janeiro), somando R$ 182.029,10 no período. A média mensal de R$ 26.004,16.

Conforme noticiou o Estadão, no mesmo evento, o ministro falou sobre as dificuldades do trabalho na Corte. Os dois primeiros anos no STF, disse, "foram períodos de muita infelicidade". Hoje ele vive "muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa".

André Mendonça é ministro do STF desde dezembro de 2021 por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é relator das duas investigações mais sensíveis em curso na Polícia Federal: a que apura as fraudes envolvendo o Banco Master e a que investiga o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

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