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Moto e carro 'voam' em desabamento de ponte que ligava Tocantins ao Maranhão

A estrutura tinha 533 metros de extensão e foi inaugurada em 1961

Estadão Conteúdo

Publicado: 20/03/2026 às 17:03

Ponte ficava entre os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO)/Reprodução/Redes sociais

Ponte ficava entre os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) (Reprodução/Redes sociais)

Imagens gravadas por câmeras de monitoramento de um caminhão registraram o momento exato do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, na rodovia TO-226, divisa entre Tocantins e Maranhão. O vídeo mostra veículos caindo sobre o Rio Tocantins em 22 de dezembro de 2024. 14 pessoas morreram.

As imagens foram disponibilizadas em uma postagem da advogada Melissa Fachinello, que representa a transportadora proprietária do caminhão e atua na defesa de familiares das vítimas.

"Uma tragédia que poderia ter sido evitada se houvesse cuidado, manutenção, fiscalização e responsabilidade", disse na publicação em que comenta o caso.

A estrutura tinha 533 metros de extensão e foi inaugurada em 1961, ela ficava entre os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), na divisa entre os dois Estados. Uma ponte foi inaugurada no local um ano após a tragédia.

Segundo laudo da Polícia Federal, a estrutura foi cedendo em um período de 15 e 30 segundos e o vão central desabou em menos de um segundo. Os técnicos dizem que, ao longo do anos, a estrutura da ponte não suportou o aumento de veículos e da carga transportada por caminhões no local.

Um relatório encomendado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) publicado em 2020 concluiu que a estrutura era "sofrível e precária" e recomendou reformas na ponte. Uma licitação foi feita em 2024 para selecionar uma empresa e fazer a obra, mas a disputa não teve vencedor e a ponte caiu antes de qualquer revitalização.

De acordo com Melissa, mais de um ano após o ocorrido, vítimas ainda não foram indenizadas e não receberam auxílio. "A indenização não é um favor, é um direito para quem teve perdas e danos por negligência", disse.

Segundo o Dnit, as demandas relacionadas a indenizações estão sendo tratadas judicialmente, com ações movidas por familiares das vítimas, pelo Ministério Público e por organizações da sociedade civil.

"No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva" disse o departamento em nota.

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