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'Ebó: Tradições e Resistência' faz celebração gratuita no Barro

Evento ocorre neste sábado, a partir das 14h30

Por André Guerra

Iniciativa cultural que celebra o reconhecimento de tradições ancestrais como fontes vivas de saber e conhecimento coletivo, o projeto ‘Ebó: Tradições e Resistência’ convida o público a partilhar diferentes linguagens artísticas para manter viva a força da criatividade, da oralidade e dos fazeres manuais que atravessam gerações. Realizado pelas produtoras culturais pernambucanas Priscila Ferraz, também coordenadora, e Tayná Passos, produtora executiva, o evento reúne profissionais do estado, assim como as atrações da programação.

As atividades gratuitas, que incluem shows autorais, feira e artes visuais, começam hoje às 14h30, no Ilê Dùn - Culinária e Espaço Cultural Diaspórico, localizado no Barro, Zona Oeste do Recife. A abertura contará com a mestra de cerimônia Ana Benedita e contação de histórias para crianças com Kimberly Fraga. Na sequência, haverá exposições, apresentações e performances.

“Ebó abraça a riqueza das tradições presentes nos territórios. A gente está aproximando pessoas, fazeres e saberes em uma espécie de culminância que reafirma a circularidade que atravessa todo o projeto”, explica Priscila Ferraz. Para as religiões de matriz africana, a palavra “Ebó” representa um ritual de purificação, de oferenda e troca energética.

A ideia surgiu originalmente como “Ebó de Poesia”, ainda em 2024. Na primeira edição, o encontro promoveu um sarau com roda de conversa. A partir dessa vivência, Priscila Ferraz e Tayná Passos notaram que deveriam ampliar a proposta e criar oportunidades para fortalecer a comunidade.

Culinarista e pesquisadora alimentar, Tayná Passos destaca a iniciativa como um momento de preservação da contação de histórias e da poesia falada. “Os ritmos marcados pelas palmas das mãos nos conectam ao coco e ao samba, e a força coletiva se transforma em axé, presença e alegria. É um espaço de resistência no qual a cultura é vivenciada coletivamente e os conhecimentos circulam por gerações”, reforça.