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Festival de Brasília encerra 59º edição e consagra 'Se Eu Fosse Vivo… Vivia'

Os troféus Candangos foram entregues para os vencedores da Mostra Competitiva Nacional e da Mostra Brasília na noite de sábado

Por Maria Carolina - Correio Braziliense

Filme vencedor é de Minas Gerais e foi dirigido por André Novais

A 59º edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro brindou os famosos Candangos aos filmes vencedores, nessa noite de sábado (19/9). Um dos grandes destaques da noite foi o longa mineiro "Se Eu Fosse Vivo… Vivia", do diretor André Novais Oliveira, que conquistou a categoria principal da noite com Melhor filme pelo júri oficial, além dos prêmios de Melhor figurino, Melhor roteiro e uma menção honrosa aos dois atores protagonistas, Conceição Evaristo e Noberto Novais Oliveira.

Emocionado, André Novais Oliveira agradeceu a sua equipe e dedicou o prêmio ao seu pai. “É uma felicidade enorme estar aqui nesse festival de novo. Eu sei que não é o filme mais arriscado que existe, mas tem um certo risco, e eu acho isso libertador. E em maior ou menor grau, depois desse filme, principalmente, eu vou continuar fazendo isso com muito prazer”, disse o diretor.

Daniel Nolasco, diretor de "Pequenas tragédias", foi condecorado com o Candango de Melhor direção e ainda levou para casa mais duas estatuetas: Melhor montagem e Melhor trilha sonora. O Candango de Melhor direção foi o primeiro prêmio de direção que o Daniel recebe em sua carreira. “Eu nunca ganhei um prêmio de direção na vida. "Pequenas Tragédias" ele é um filme sobre ausências, sobre pessoas que foram embora. E fazer cinema é uma arte que requer presença”, ressalta.

O longa-metragem, "Privadas das Suas Vidas", que trouxe o terror para as telas do Cine Brasília, retorna para casa com os prêmios de Melhor atriz coadjuvante para Olivia Torres e Melhor atriz para Martha Nowill. “Esse é o meu primeiro prêmio de melhor atriz protagonista no Brasil. E isso é muito importante para mim, para a trajetória do filme, para a minha carreira”, destaca Martha.

O júri popular honrou Marcos Guttmann com o prêmio de Melhor longa-metragem, "Tudo É Tempo". “Eu demorei 20 anos para fazer esse filme e ele chegou ao público a gente pode sentir isso na sessão, que foi absolutamente inesquecível”, afirma. O diretor, também, foi agraciado pelo Troféu Saruê pelo Correio Braziliense.

Leia a matéria original no site do jornal Correio Braziliense