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Charlie Brown Jr. busca se conectar a novo público recifense em show acústico no Rock Rec Festival

Festival toma conta da área externa do Centro de Convenções neste sábado (19), a partir das 17h

Por André Guerra

Apresentação marca retorno da banda ao Recife após apresentação no Classic Hall em 2025

A área externa do Centro de Convenções vai virar arena de rock neste sábado (19) com o Rock Rec Festival, que se consolida no calendário da cidade, já em sua terceira edição, como um dos grandes encontros de artistas do gênero em toda a região Nordeste. Capital Inicial, Jota Quest, Biquini Cavadão, Nação Zumbi, Camisa de Vênus e Charlie Brown Jr. estão confirmados na programação do Palco Nacional do evento, enquanto o Palco Pernambuco conta com Macfly, Bob Tayson, Anabela, Papaninfa, Zero Bronca, Vitraz e Fantasma. Os portões serão abertos às 17h, e os ingressos custam a partir de R$ 130.

Esta edição do Rock Rec parece vir também para restabelecer laços do público local com algumas de suas bandas mais queridas. Uma delas é a icônica Charlie Brown Jr. Sem Chorão e Champignon desde 2013, o grupo que marcou toda uma geração celebra, em conversa com o Diario, o seu retorno à capital pernambucana. “A energia de Recife é única e o som da banda sempre teve uma troca muito forte com a galera da cidade. Chico Science, Fred 04 e tantos outros artistas mostraram com sua marca única como essa terra é revolucionária e, inclusive, nos inspiram com a nossa própria identidade”, afirma Marcão, um dos guitarristas e fundadores da banda.

Ele aproveitou para mencionar a expectativa pela cinebiografia “Chorão: Só os Loucos Sabem”, premiada no 54º Festival Cinema de Gramado e prevista para estrear apenas em 2027. “Apesar de não ser concentrado na evolução ou no processo criativo da banda em si, é mais um projeto grande que vem reconectar o público com nossa música e nosso legado artístico”, ressalta o músico. “Depois da turnê de 30 anos que fizemos em 2022, sentimos que estava mais do que na hora de tocarmos versões inéditas em formato acústico, incluindo os maiores hits da banda e também outras músicas que nunca tínhamos tocado antes. Queremos explorar essa sonoridade em lugares novos e retornar àqueles que nos são tão significativos. Recife é um deles”, exalta.

A produtora do festival, Bela Acioli, defende que, apesar da cultura musical enraizada em Pernambuco, o estado e seus artistas têm se mostrado cada vez mais abertos para o rock. “Tanto o que vem de fora quanto a cena local vêm sendo muito valorizados. A gente nota nas últimas edições, por exemplo, como existe uma expectativa de um público muito fiel que valoriza a cultura tão forte do estado, mas que consome esses artistas que trazemos na programação de maneira verdadeiramente apaixonada”, destaca. “O festival nasceu justamente da necessidade de prestigiar o Recife nesta programação de nomes nacionais que, originalmente, não costumavam vir tanto para cá quanto passaram a vir”, acrescenta.