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Empate inédito: 'O Agente Secreto' e 'Manas' dividem Prêmio Grande Otelo de Melhor Longa de Ficção

Filme de Kleber Mendonça Filho conquistou quatro estatuetas na cerimônia, enquanto o drama de Marianna Brennand levou cinco; 'Homem com H' foi o mais premiado, com seis

Por André Guerra

Premiação ocorreu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro na última terça (4)

Pela primeira vez da história do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro (que até a sua 23ª edição, em 2023, era chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), a aguardada estatueta de Melhor Longa de Ficção ficou com dois filmes: "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, e "Manas", de Marianna Brennand.

Líder de indicações (18), o filme pernambucano que representou o Brasil no Oscar em quatro categorias saiu da cerimônia, que ocorreu na última terça (4) no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com quatro vitórias — Melhor Filme, Melhor Direção de Fotografia, Direção de Arte e Efeitos Visuais.

Já "Manas", que estava com 11 indicações, levou os prêmios de Melhor Direção, Montagem, Roteiro Original e Atriz Coadjuvante (Dira Paes), além do prêmio principal, dividido com "O Agente Secreto".

A surpresa da noite foi a liderança em vitórias de "Homem com H". A cinebiografia de Ney Matogrosso, dirigida por Esmir Filho, conquistou as estatuetas de Melhor Ator (Jesuíta Barbosa), Melhor Filme pelo Voto Popular, Figurino, Maquiagem, Som e Trilha Sonora.

Dirigido pelo pernambucano Gabriel Mascaro, "O Último Azul" saiu com dois prêmios importantes da festa: Melhor Atriz (Denise Weinberg) e Melhor Ator Coadjuvante (Rodrigo Santoro). 

DEMAIS CATEGORIAS

Destacou-se ainda a vitória de "O Filho de Mil Homens", de Daniel Rezende, que levou o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, enquanto "Apocalipse nos Trópicos", de Petra Costa, ficou com a estatueta de Melhor Documentário. 

"O Diário De Pilar Na Amazônia", de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, foi o escolhido na categoria de Melhor Filme Infantil. Já "Velhos Bandidos", de Cláudio Torres, levou a maior em Melhor Longa de Comédia.

O elogiado curta "Amarela", de André Hayato Saito, ficou com o Grande Otelo de Melhor Curta-Metragem, enquanto "Sebastiana", de Pedro de Alencar, conquistou o troféu de Melhor Curta Documentário, e Kimberly Palermo levou a estatueta pelo filme "A Tragédia da Lobo-guará", na categoria de Curta de Animação.