Empate inédito: 'O Agente Secreto' e 'Manas' dividem Prêmio Grande Otelo de Melhor Longa de Ficção
Filme de Kleber Mendonça Filho conquistou quatro estatuetas na cerimônia, enquanto o drama de Marianna Brennand levou cinco; 'Homem com H' foi o mais premiado, com seis
Pela primeira vez da história do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro (que até a sua 23ª edição, em 2023, era chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), a aguardada estatueta de Melhor Longa de Ficção ficou com dois filmes: "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, e "Manas", de Marianna Brennand.
Líder de indicações (18), o filme pernambucano que representou o Brasil no Oscar em quatro categorias saiu da cerimônia, que ocorreu na última terça (4) no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com quatro vitórias — Melhor Filme, Melhor Direção de Fotografia, Direção de Arte e Efeitos Visuais.
Já "Manas", que estava com 11 indicações, levou os prêmios de Melhor Direção, Montagem, Roteiro Original e Atriz Coadjuvante (Dira Paes), além do prêmio principal, dividido com "O Agente Secreto".
A surpresa da noite foi a liderança em vitórias de "Homem com H". A cinebiografia de Ney Matogrosso, dirigida por Esmir Filho, conquistou as estatuetas de Melhor Ator (Jesuíta Barbosa), Melhor Filme pelo Voto Popular, Figurino, Maquiagem, Som e Trilha Sonora.
Dirigido pelo pernambucano Gabriel Mascaro, "O Último Azul" saiu com dois prêmios importantes da festa: Melhor Atriz (Denise Weinberg) e Melhor Ator Coadjuvante (Rodrigo Santoro).
DEMAIS CATEGORIAS
Destacou-se ainda a vitória de "O Filho de Mil Homens", de Daniel Rezende, que levou o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, enquanto "Apocalipse nos Trópicos", de Petra Costa, ficou com a estatueta de Melhor Documentário.
"O Diário De Pilar Na Amazônia", de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, foi o escolhido na categoria de Melhor Filme Infantil. Já "Velhos Bandidos", de Cláudio Torres, levou a maior em Melhor Longa de Comédia.
O elogiado curta "Amarela", de André Hayato Saito, ficou com o Grande Otelo de Melhor Curta-Metragem, enquanto "Sebastiana", de Pedro de Alencar, conquistou o troféu de Melhor Curta Documentário, e Kimberly Palermo levou a estatueta pelo filme "A Tragédia da Lobo-guará", na categoria de Curta de Animação.