Acervo de Capiba é tombado como patrimônio cultural de Pernambuco
Capiba é um dos principais artistas pernambucanos e ficou conhecido pelo trabalho com o frevo e maracatu
O acervo do compositor pernambucano Capiba teve o tombamento aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) nesta quinta-feira (11). A decisão reconhece oficialmente como patrimônio cultural protegido pelo estado o conjunto documental relacionado à vida e à obra do artista.
A aprovação ocorreu durante reunião do conselho realizada no Recife. O acervo reúne cerca de 5,4 mil itens, entre partituras, manuscritos, fotografias, discos, gravações sonoras, livros, instrumentos musicais e outros documentos ligados à trajetória do compositor.
Natural de Surubim, Capiba, nome artístico de Lourenço da Fonseca Barbosa, é considerado um dos principais nomes da música pernambucana. Autor de mais de 200 composições, destacou-se por obras ligadas ao frevo, maracatu, valsa e outros gêneros da cultura popular nordestina.
O material está localizado em Surubim, na residência da viúva do compositor, Zezita Barbosa, e foi catalogado pelo Instituto Capiba, entidade criada em 2015 para atuar na preservação do legado do músico.
Segundo a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o processo de proteção do acervo começou em 2013, quando os documentos passaram por levantamento técnico para identificação e catalogação. O parecer elaborado pela instituição apontou a relevância histórica e cultural do conjunto, tanto para a compreensão da obra de Capiba quanto para o estudo da produção musical pernambucana ao longo do século 20.
Com a decisão, Pernambuco passa a contar com 117 bens tombados em âmbito estadual. Outros 66 processos de tombamento seguem em tramitação.
Entre as medidas previstas para a preservação do acervo estão a manutenção da coleção em local com vínculo histórico com o compositor, a conservação integral dos documentos e a adoção de protocolos para garantir o acesso público ao material sem comprometer sua integridade.
O tombamento ainda depende de homologação por decreto do Governo de Pernambuco para a inscrição definitiva no Livro do Tombo estadual.