CPRH aponta 14 trechos de praias impróprias para banho no litoral pernambucano
Informativo revela que trechos de seis cidades são impróprias para banho; são elas: Itamaracá, Paulista, Olinda, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho
Pelo menos 14 trechos do litoral pernambucano estão impróprios para banho, em seis cidades, de acordo com o informativo de balneabilidade da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), divulgado nesta sexta-feira (2). O relatório é válido para um período que começa nesta sexta (2) e vai até a próxima quinta (8). A coleta foi realizada no dia 28 de setembro.
Entre os municípios analisados, há praias com trechos impróprios para banhos em Itamaracá, Paulista, Olinda, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. No total, foram avaliados 27 trechos de praias, com 14 impróprios e 13 próprios para banhos.
Entre as praias, foram considerados impróprios os seguintes trechos:
Jaguaribe (Itamaracá), em frente à Rua Santina de Barros;
Maria Farinha (Paulista), em frente ao Cabanga Iate Clube;
Janga (Paulista), em frente à Rua Betânia e à Rua Cláudio Bastos (Condomínio Roberto Barbosa, 109);
Rio Doce (Olinda), próxima à foz do rio (Rua Paulo Queiroz);
Bairro Novo (Olinda), na Praia do Quartel;
Carmo (Olinda), por trás dos Correios;
Milagres (Olinda), em frente à Praça dos Milagres;
Pina (Recife), ao Vivant Residence e ao antigo Cassino Americano;
Piedade (Jaboatão), em frente ao Hospital da Aeronáutica;
Candeias (Jaboatão), em frente ao Restaurante Candelária e ao Conjunto Residencial Candeias 2;
Barra de Jangada (Jaboatão), em frente à antiga Marina dos Mares;
Enseada dos Corais (Cabo), em frente ao Canal do Boto;
Gaibu (Cabo), em frente à Avenida Laura Cavalcanti e ao Centro de Turismo.
Como é feita a amostragem?
De acordo com Agência Estadual, a amostragem é feita semanalmente, na isóbata de 1m de profundidade, local mais utilizado para recreação. Os estudos são realizados conforme o estabelecido pelo Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater para Enterococos.
As praias são classificadas no que estabelece a Resolução CONAMA Nº 274/00, que define padrões de qualidade da água destinada à balneabilidade. O critério baseia-se nas concentrações de Enterococos em um conjunto de amostras de cinco semanas consecutivas ou em cinco amostragens com intervalo mínimo de 24 horas entre elas.
Águas salinas destinadas à recreação de contato primário podem ser classificadas nas categorias própria (quando 80% ou mais das amostras obtidas apresentar no máximo 100 Enterococos por 100mL de amostra) e imprópria (quando não for atendido o critério para águas próprias ou apresentar mais de 400 enterococos na última amostragem).
Recomendações
A CPRH sugere que, o banho em praia imprópria deve ser evitado principalmente nas seguintes circunstâncias:
Quando houver incidência relativamente elevada ou anormal de doenças por veiculação hídrica;
Recebimento de esgotos por intermédio de valas, corpos de água ou canalizações, inclusive galerias de águas pluviais;
Indicar presença de resíduos ou despejos, sólidos ou líquidos, inclusive óleos, graxas e outras substâncias;
Floração de algas ou outros organismos, até que comprove que não oferecem risco à saúde;
Nas 24 horas subsequentes à ocorrência de chuvas, devido ao maior risco de doenças.