Vereador de Goiana nega prisão durante operação que apura fraude em concurso no RN
Ramon Aranha afirma que estava em Natal para realizar a prova da Polícia Penal e que foi levado para uma revista após o celular despertar durante o exame
O vereador de Goiana, Ramon Aranha (União), nega ter sido preso durante uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizada neste domingo (13), durante a aplicação das provas do concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, em Natal e Mossoró.
Na ocasião, a polícia prendeu em flagrante 12 pessoas suspeitas de envolvimento em fraude no certame. O vereador publicou nas redes sociais que, de fato, estava em Natal para participar da prova e que, como nos demais concursos, guardou os materiais eletrônicos em uma sacola fornecida pelos fiscais e lacrada.
“Todo material foi colocado em uma cadeira ao lado da cadeira que realiza a prova. Durante a prova o celular despertou e fui convidado a me retirar da sala para fazer uma revista pessoal”, explicou.
Segundo Ramon, posteriormente, uma equipe da polícia foi acionada para realizar uma revista mais minuciosa, a fim de verificar se ele portava algum equipamento que pudesse ser utilizado para fraudar o concurso.
“Fui conduzido para uma revista pessoal e não foi encontrado nada que eu pudesse fraudar esse concurso. Distorceram falando que eu tinha sido preso”, pontuou.
Operação
A operação realizada no Rio Grande do Norte contou com o apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Polícia Penal, e da Secretaria de Estado da Administração (SEAD).
Em Mossoró, dez pessoas foram presas em flagrante. Durante as diligências, foram identificados indícios da utilização de equipamentos eletrônicos, incluindo pontos eletrônicos, que teriam sido empregados para o recebimento de informações durante a realização das provas.
Em Natal, duas pessoas também foram identificadas. As investigações apontam para a possível atuação de terceiros responsáveis pela resolução das questões fora dos locais de aplicação e pela transmissão das respostas aos candidatos por meio de equipamentos eletrônicos.
De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, as condutas investigadas podem se enquadrar no artigo 311-A do Código Penal, que prevê como crime a utilização ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público com o objetivo de beneficiar a si ou a terceiros ou de comprometer a credibilidade do certame. A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos, além de multa.
Ainda segundo nota enviada pela corporação, os suspeitos foram conduzidos para os procedimentos cabíveis. "As circunstâncias da fraude e a eventual participação de outras pessoas serão apuradas no decorrer das investigações".