Recapeamento deixa trecho de via com buracos e desníveis em Olinda
Motoristas relatam danos em pneus, risco de acidentes e demora na conclusão do serviço que percorre cerca de 900 metros
Motorista e motociclistas denunciam buracos, desníveis e recapeamento sem conclusão em um trecho da Avenida Agamenon Magalhães, em Olinda, no sentido Recife. A equipe de reportagem esteve no local nesta quarta-feira (12).
Nos dias úteis e em horários de pico o engarrafamento se estende por mais de um quilômetro, às vezes chegando até nas proximidades da Igreja de Santa Tereza, no bairro de mesmo nome.
O serviço de recapeamento começa em um trecho entre as ruas Waldemar Lima e Severino Pereira e segue até as proximidades do Shopping Tacaruna. Em parte da via, o asfalto apresenta desníveis e buracos. Há ainda pontos onde a camada antiga do pavimento foi retirada, mas o novo asfalto ainda não foi colocado.
A situação tem sido acompanhada por motoristas que passam diariamente pelo local. Segundo os relatos, alguns trechos já receberam recapeamento mais de uma vez, mas voltaram a apresentar problemas após as chuvas.
Buracos voltam após chuva
José Otávio, 33 anos, trabalha em um estabelecimento às margens da via e afirma que acompanha os problemas de pavimentação há algum tempo. Para ele, o serviço realizado até agora não resolve a situação.
“Eles baixam esse pouquinho aqui e basta chover de novo que o buraco volta tudo de novo. Eles só passam a máquina e recapeiam. Choveu, volta o buraco de novo. Nunca melhora”, afirmou.
Segundo José, em cerca de um mês foram realizados dois serviços de recapeamento em dois pontos diferentes. Ele afirma que, após períodos de chuva, os buracos voltaram a aparecer.
O comerciante também relata ter presenciado um acidente envolvendo um motociclista. De acordo com ele, o homem passou por um buraco e acabou caindo.
“Ele vinha na carreira, tinha um buraco muito grande. Ele foi jogado para o outro lado da pista. Ficou machucado”, contou.
José também afirma que já precisou trocar o pneu da própria motocicleta por causa de um buraco no trecho.
Risco para motociclistas
Para Danilo Francelino, 32 anos, que trabalha como motociclista de aplicativo e passa diariamente pela região, as condições da pista são mais preocupantes para quem está de moto.
“Se você pegar a moto para dirigir aqui, a moto fica bambeando. É ruim. Com passageiro é pior ainda”, disse.
Ele afirma que o estado da pista também aumenta o risco de danos aos pneus. “Para furar o pneu é rápido, porque é cheio de pedra, de prego. Não sei o que tem aí, mas é muito ruim”, relatou.
Danilo também questiona a demora para a conclusão do serviço. Segundo ele, há trechos em que o pavimento antigo foi retirado e ainda não recebeu a nova camada de asfalto.
“Essa obra já era para terminar. Está muito devagar”, afirmou.
Pneu furado
Nelson Spinelli, 20 anos, trabalha com venda de carros e passa diariamente pelo local. Ele também relata problemas provocados pelas condições da pista e afirma que furou o pneu do carro recentemente.
“Semana retrasada eu furei o pneu do meu carro no buraco aqui. Meu pneu está murchando agora por causa do objeto que tem aqui, resto de ferro”, contou.
Além da pista principal, Nelson aponta problemas nas vias auxiliares próximas. Segundo ele, durante as chuvas, alguns pontos ficam tomados pela água, dificultando ainda mais a circulação de veículos.
A preocupação dos motoristas também envolve a possibilidade de acidentes. Na área, os condutores precisam reduzir a velocidade e desviar dos pontos mais danificados.
O que diz o Estado
O recapeamento está sendo realizado pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB), órgão vinculado ao Governo do Estado. Até a publicação desta matéria, não havíamos recebido resposta da companhia. O canal segue aberto para manifestação.
Estrada de Aldeia também passa por obras
A Estrada de Aldeia (PE-027), em Camaragibe, também está com trechos sendo recapeados. As obras do local iniciaram em 15 de julho para a realização de serviços de remendo profundo entre os quilômetros 1 e 2.
Durante todo o trajeto os motoristas precisam reduzir a velocidade e prestar atenção aos deniveis da via.
O DER-PE foi procurado pelo Diario para informar o período da obra, mas ainda não obtivemos retorno.