Pernambuco tem mais de 760 mil analfabetos, segundo IBGE
Dados da Pnad Contínua mostram que mais da metade dos analfabetos em Pernambuco tem mais de 60 anos
Pernambuco encerrou 2025 com 763 mil pessoas de 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (19). O número corresponde a cerca de 9% dos 8,38 milhões de analfabetos registrados no Brasil.
Entre os estados brasileiros, apenas Bahia, com 1,145 milhão de pessoas analfabetas, e Ceará, com 823 mil, registraram contingentes maiores que o pernambucano. Minas Gerais aparece logo atrás, com 652 mil.
Os dados mostram pouca variação em Pernambuco nos últimos três anos. Em 2023, o estado contabilizava 762 mil analfabetos. Em 2024, foram 760 mil. Em 2025, o total voltou a subir para 763 mil.
O levantamento indica que o analfabetismo está concentrado principalmente entre os mais velhos. Dos 763 mil pernambucanos que não sabem ler nem escrever, 414 mil têm 60 anos ou mais.
O grupo representa mais da metade dos casos registrados no estado. Entre os idosos, as mulheres são maioria, com 233 mil, contra 182 mil homens.
Nordeste reúne os maiores contingentes
Os maiores volumes de analfabetos do país continuam concentrados no Nordeste. Além da Bahia, Ceará e Pernambuco, o Maranhão registrou 580 mil pessoas nessa condição em 2025.
Na outra ponta, estados vizinhos apresentaram contingentes menores. A Paraíba contabilizou 375 mil analfabetos, Alagoas 326 mil, Rio Grande do Norte 265 mil e Sergipe 181 mil.
Somados, os nove estados nordestinos concentravam cerca de 4,8 milhões de analfabetos em 2025, mais da metade do total nacional.
Queda no Brasil
Em todo o país, o número de pessoas analfabetas caiu de 9,17 milhões em 2023 para 8,38 milhões em 2025. A redução foi de aproximadamente 789 mil pessoas em dois anos.
Mesmo com a queda nacional, Pernambuco permaneceu praticamente no mesmo patamar ao longo do período analisado. O estado fechou 2025 com um contingente superior ao registrado em unidades da federação como Paraná (221 mil), Santa Catarina (144 mil) e Rio Grande do Sul (285 mil).
Os dados do IBGE também mostram que a população idosa concentra a maior parte dos casos no Brasil. Em 2025, dos 8,38 milhões de analfabetos do país, 4,86 milhões tinham 60 anos ou mais.