Carnaval 2026: quem são os foliões "apaixonados" pela festa no Recife
Do Ibura a Brasília, público curtiu todos os momentos e acompanhou o início oficial da festa e celebrar tradição, cultura e diversidade, nesta quinta (12), no Marco Zero
A abertura oficial do Carnaval do Recife 2026, nesta quinta-feira (12), no Marco Zero, reuniu milhares de foliões que fizeram questão de chegar cedo e aguardar até os últimos momentos antes do início da festa. Entre o público, histórias diferentes tinham em comum a paixão pela folia e o desejo de vivenciar de perto o começo das celebrações que movimentam a capital pernambucana.
Vindos de diferentes bairros do Recife e até de outros estados, os foliões que acompanharam a abertura do carnaval destacaram a importância da festa como expressão cultural e celebração das tradições pernambucanas.
Moradora do Ibura, a doméstica Catarina Maria Paiva chegou ao Marco Zero acompanhada da filha e demonstrou entusiasmo ao falar da relação com a festa, que acompanha desde a juventude.
“Eu gosto muito do carnaval.É uma diversão pra gente brincar, se divertir, tudo na paz. Desde os meus 15 anos que venho para o carnaval, que é uma oportunidade de se divertir, não tem coisa melhor. Tenho multa disposição para brincar carnaval e quero ficar até mas tarde. Vim com minha filha para ver Lenine e João Campos”, afirma.
A servidora pública Liz Albuquerque, de 44 anos, também marcou presença na abertura. Natural do Recife e atualmente morando em Brasília, ela retorna todos os anos à capital pernambucana para viver o período carnavalesco.
“Todo ano eu venho para Recife.Meu Carnaval é sagrado, é aqui em Pernambuco. Sou foliã desde pequena, quando fui para o carnaval de Olinda com meu irmão. Em Brasília se comemora o carnaval porque tem muitos pernambucanos, mas não é como o daqui. Nosso diferencial é a diversidade e a quantidade de blocos. Além disso, não é um Carnaval caro. Você pode levar sua água, sua bebida, o que quiser na bolsa, e consegue aproveitar o dia todo sem gastar muito”.
Entre os foliões que aguardavam o início da programação, havia também quem já estivesse em ritmo de carnaval há dias. A professora Maria Emília Ferreira, de 57 anos, esteve na abertura acompanhada da amiga e da cunhada e destacou a intensidade da vivência carnavalesca.
“Estamos brincando carnaval desde a semana passada. Sou daquele tipo de pessoa que não pode ouvir uma lata batendo que já fico me tremendo. Sou apaixonada pelo carnaval. Vim para a abertura para ver o show de Almir Rouche. Onde ele está, eu vou atrás”.
Para muitos, acompanhar a abertura representa também um momento de conexão com a identidade cultural do estado. O técnico de segurança Nelson Soares da Silva, de 52 anos, e a esposa, moradores de Brasília Teimosa, estiveram no Marco Zero para celebrar as tradições pernambucanas.
“Presenciar a abertura do carnaval demonstra a emoção pelas nossas raízes. A gente admira muito o maracatu, a cultura pernambucana. Já acompanhamos e prestigiamos há três anos. É algo único. É um evento que reúne todo mundo, cada um contribuindo com sua energia. É multicultural e muito importante e nos representa”.