Lula: Enquanto Flávio ficou lambendo o Trump para taxar o Brasil abrimos 700 novos mercados
O senador prometeu impedir o contingenciamento de recursos do seguro rural
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) ficou "lambendo" o presidente americano Donald Trump para taxar o Brasil, enquanto seu governo abriu 700 novos mercados. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 23, no primeiro bloco do debate da TV Globo, durante discussão sobre o agronegócio.
"Se o Trump não quer comprar do Brasil, eu vou vender a outros lugares", disse Lula. O petista reagiu à acusação de Flávio de que trata o setor com arrogância e petulância. O senador afirmou que produtores estão endividados e enfrentam crédito caro e burocracia.
Lula disse que os investimentos no agronegócio e na agricultura familiar superam os do governo Jair Bolsonaro. Também disse que o adversário "estuda para decorar e não para saber" e pediu aos espectadores que pesquisassem suas afirmações no Google.
Flávio defendeu sua experiência e afirmou ter passado quatro anos tomando decisões, direta ou indiretamente, com o pai. "Eu sei como administrar o Brasil", declarou.
O senador prometeu impedir o contingenciamento de recursos do seguro rural e garantir reajustes acima da inflação às aposentadorias rurais. Também propôs usar tecnologia para facilitar o acesso ao benefício.
Na tréplica, Lula afirmou que o crédito agrícola tem juros subsidiados e não segue a taxa Selic. Acusou os adversários de se incomodarem com a ascensão social dos mais pobres. "Eles se incomodam com pobre na universidade", disse.
O debate ocorre em meio ao empate no Datafolha divulgado na quinta-feira, 22: Lula e Flávio têm 50% dos votos válidos cada. A margem de erro é de dois pontos porcentuais.