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Ex-prefeito de Araripina nega acusação de agressão e presta queixa contra ex-deputada

Caso aconteceu nessa sexta-feira (25), em agenda da governadora Raquel Lyra (PSD), na visita ao Hospital do Câncer do Sertão do Araripe, em Araripina. A ex-deputada Roberta Arraes (PP) afirmou ter sido vítima de violência política de gênero por parte do ex-prefeito da cidade, Raimundo Pimentel (PSD)

Por Nicolle Gomes

Ex-prefeito de Araripina e candidato a deputado estadual, Raimundo Pimentel (PSD)

O candidato a deputado estadual Raimundo Pimentel (PSD) se manifestou sobre a denúncia de que teria agredido a ex-deputada Roberta Arraes (PP), na sexta-feira (25), durante uma agenda da governadora Raquel Lyra (PSD), no Hospital do Câncer do Sertão do Araripe, em Araripina. Raimundo, que é ex-prefeito da cidade, negou as acusações e prestou queixa contra Roberta por calúnia.

O Diario de Pernambuco teve acesso ao Boletim de Ocorrência (BO) registrado pelo candidato na Delegacia de Araripina. À polícia, Raimundo disse que tudo aconteceu durante uma visita à sala do tomógrafo da unidade, um equipamento de realização de exames de tomografia.

“Foi solicitado aos presentes que retirassem de suas roupas adesivos contendo propaganda política para a realização de registros fotográficos. Diante da solicitação, cada pessoa retirou o próprio adesivo”, consta no documento.

Foi neste momento em que a confusão iniciou, segundo Raimundo. De acordo com ele, Roberta Arraes retirou, da camisa de uma mulher presente, o adesivo dele e da esposa dele, a também candidata a deputada federal Socorro Pimentel (PSD). Atitude “invasiva”, conforme ele diz, que gerou o questionamento: “Por que essa raiva?”

“Imediatamente após essa fala, Roberta Arraes passou a dizer, em tom exaltado, que estava sendo agredida”, relatou Raimundo no BO, alegando também que não praticou agressão, ameaça ou contato físico com a ex-deputada.

A discussão continuou mesmo após a saída da sala, detalha o BO. O documento aponta que Raimundo questionou Roberta, dizendo que nenhum eleitor dela “vota em Raquel”.

Em seguida, ele confirma que falou para Roberta “trazer o marido dela”, em referência ao também ex-prefeito de Araripina, Alexandre Arraes. Segundo Raimundo, a frase foi dita estritamente no “contexto político da ocasião”.

Raimundo afirmou ter tomado conhecimento posteriormente de que Roberta registrou um BO e que o caso passou a ser divulgado em blogs e meios de comunicação. Ele nega as acusações e solicitou a apuração dos fatos.

“Coloco-me à disposição para prestar esclarecimentos e indicar testemunhas, além de apresentar eventuais registros audiovisuais, fotografias, publicações e demais elementos que possam contribuir para o esclarecimento do ocorrido”, afirmou.

Por meio de sua equipe de assessoria, Raimundo disse que a acusação é “muito grave” e que não pode “aceitar” que Roberta utilize, segundo ele, uma versão para “atingir a honra, sobretudo em período eleitoral”.

Repercussão

A repercussão do caso aconteceu horas depois, quando Roberta Arraes postou um vídeo nas redes sociais afirmando que abriu um BO contra Raimundo, dizendo que ele teria gritado com ela e a chamado de “louca”.

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), manifestou-se sobre o episódio na manhã deste sábado (26):

“Me solidarizo com a deputada estadual Roberta Arraes, que registrou boletim de ocorrência após denunciar ter sido vítima de violência física em Araripina. O caso precisa ser rigorosamente apurado pela Polícia Civil. Causa estranheza que, diante do relato, a governadora não tenha tomado nenhuma medida. Mesmo estando ao lado da vítima, que pediu medida protetiva, preferiu seguir sua agenda com o homem apontado por ela como agressor”, publicou o socialista nas redes sociais.

João se referiu ao fato de que, mesmo após ouvir a denúncia de Roberta, que procurou a governadora para dizer que foi agredida, Raquel Lyra seguiu a programação de campanha junto a Raimundo e outros aliados.

Até o momento da publicação desta matéria, nem a governadora Raquel Lyra, nem a direção estadual do PSD se posicionaram sobre o ocorrido. O espaço segue aberto para manifestação de ambas as partes.