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Raquel Lyra e João Campos trocam acusações em debate após pergunta sobre batalha judicial

Em debate promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, de Caruaru, em parceria com o Diario de Pernambuco, candidatos trocaram acusações sobre polêmicas recentes

Por Amauri Lins

Raquel Lyra durante debate em Caruaru

Os candidatos ao Governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) trocaram acusações em debate, nesta quinta-feira (17), após pergunta sobre embates judiciais travados desde o início da atual campanha eleitoral. 

Questionada pelo Diario de Pernambuco sobre um possível esvaziamento do debate eleitoral ocasionado pela guerra jurídica, a candidata, Raquel alegou ser vítima de atos orquestrados por seus opositores e disse que tem respondido às ações com entregas à frente do Executivo estadual.

“Tenho denunciado desde janeiro deste ano, foram dezenas de ações judiciais denunciando uma ação coordenada de fake news mas, mais do que tudo, de incitação à violência que tem sido praticada contra mim e contra os meus (…) Estão incitando violência na rua, que se pratique violência contra nós e contra a minha campanha. O que é que a gente tem feito? Trabalhado. Trabalhado propostas e entregue a Pernambuco o maior investimento da sua história”, afirmou.

Em resposta, João Campos voltou a afirmar que vem sendo alvo de um “gabinete do ódio”, que, segundo ele, teria ligação direta com a gestão estadual de Raquel. “Desde o início de 2025 eu tenho sido vítima de ataques recorrentes na rede social. Denunciamos o gabinete do ódio, supostamente constituído no entorno do Palácio do Campo das Princesas, e a Polícia Federal está investigando esses ataques que afrontam a democracia”, disse.

Raquel abriu sua fala no debate afirmando que um suposto roubo de bandeiras ocorrido nesta quarta-feira (16), no entorno do ato do presidenciável Flávio Bolsonaro, no Bairro do Recife, estaria vinculado à sigla de João.

“Ontem, pessoas ligadas ao PSB foram detidas roubando material nosso, colocando militantes supostamente nossos com camisas roxas, mas que não eram ligados à nossa campanha, para participar supostamente de um ato do candidato a presidente da República”, afirmou a candidata em sua apresentação.

O socialista recebeu um direito de resposta, referente à acusação de Raquel que associou o seu partido ao episódio do roubo de bandeiras. Em sua fala, João afirmou que faz política respeitando as pessoas e questionou se Raquel teria ingressado com alguma ação judicial contra Amisadai, ex-servidor estadual que esteve no centro de outra polêmica recente, quando teria assumido liderar uma rede de perfis nas redes sociais destinado a criticar João Campos.