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"Independente de quem seja eleito governador, vai ter portas abertas em Brasília", diz Flávio Bolsonaro no Recife

Durante encontro com candidatos aliados, Flávio pediu que os aliados trabalhem para levar seu nome aos eleitores nos municípios pernambucanos

Por Alexandre Cunha e Elaine Guimarães

Primeiro ato de Flávio Bolsonaro (PL) durante passagem pelo Recife

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (16), que pretende manter diálogo com quem for eleito para o Governo de Pernambuco. Em passagem pelo Recife, o senador evitou declarar apoio a um nome na disputa estadual e disse que, caso chegue ao Palácio do Planalto, o Estado terá “portas abertas” em Brasília.

“Fiquem à vontade (em quem votar). O que eu quero falar é que, independentemente de quem seja governador ou governadora, vai ter portas abertas em Brasília, porque eu vou pensar no povo pernambucano. É assim que eu vou ser presidente da República”, disse o presidenciável.

Flávio cumpre uma série de compromissos de campanha no Recife. O presidenciável desembarcou na capital pernambucana no início da tarde e foi recebido pelo candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) e pelo presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira. Antes das agendas públicas, participou de um almoço na residência de Mendonça.

Durante encontro com candidatos da direita, Flávio pediu que os aliados trabalhem para levar seu nome aos eleitores nos municípios pernambucanos. O senador reforçou o apoio a Mendonça e também citou Carlos Santana, candidato ao Senado.

“Eu estou rodando o Brasil inteiro. Eu não consigo estar em Recife e em Petrolina ao mesmo tempo. Então, preciso de cada um de vocês que leve o nosso nome para lá, leve na sua colinha, no seu papelzinho, o presidente 22, o Mendonça Filho 222”.

A agenda desta quarta ainda conta com caminhada no Bairro do Recife, com saída do Marco Zero em direção ao Cais da Alfândega, onde está previsto um comício. A passagem por Pernambuco integra uma sequência de compromissos de Flávio pelo Nordeste.

Críticas ao STF

Em coletiva de imprensa, Flávio também colocou o Supremo Tribunal Federal (STF) no centro do discurso. O candidato afirmou que poderá indicar cinco ministros para a Corte caso seja eleito e defendeu a saída de Alexandre de Moraes.

“Eu acredito que terão cinco vagas, porque o Alexandre de Moraes não tem nenhuma condição de continuar como ministro daquela Suprema Corte”, disse.

Flávio afirmou que pretende escolher nomes que, segundo ele, respeitem a Constituição, sejam contrários ao aborto e às drogas e não utilizem o cargo para promover “perseguição política”.

O candidato também criticou a possibilidade de Lula (PT), caso seja reeleito, fazer novas indicações para o Supremo.

“Tudo que nós precisamos fazer é evitar que mais quatro ministros, a quantidade de vagas que estão em aberto, sejam indicados pelo Lula. Imagina o padrão Lula de indicação, mais quatro Alexandre de Moraes no STF ou mais quatro Flávio Dinos no STF. O Brasil não suportaria isso”, declarou.

Alexandre de Moraes foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB), enquanto Flávio Dino chegou à Corte em 2024 após indicação de Lula.


"Resgatar a credibilidade"

As declarações foram feitas um dia após uma sessão do STF marcada por embates entre ministros durante a discussão de questões relacionadas a um relatório da Polícia Federal que cita Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O mérito do caso não chegou a ser analisado pela Corte. A discussão foi suspensa após pedido de vista de Flávio Dino.

Ao comentar o episódio, Flávio classificou a sessão como um “triste espetáculo” e direcionou críticas a Moraes e Dino. O presidenciável afirmou que, se eleito, pretende “resgatar a credibilidade das instituições”.

“Meu papel, principalmente enquanto presidente da República, vai ser resgatar a credibilidade das instituições, vai ser proteger o STF de laranjas podres como Alexandre de Moraes e como Flávio Dino”, reiterou.